quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

IESA entrega peças para novo laminador da Usiminas

Notícia IESA recém saída do Forno:

IESA entrega peças para novo laminador da Usiminas

A IESA concluiu a entrega de todos os equipamentos necessários para a construção do novo Laminador de Tiras a Quente (LTQ2) da empresa siderúrgica Usiminas (Cosipa). Ao todo foram entregues 17 pontes rolantes e 26 talhas elétricas, com diversas capacidades, sendo 3 delas com capacidade de 110t/45 toneladas, 6 pontes de 80 toneladas e as demais de aprox. 40 toneladas, contudo 80% destas pontes trabalham também por rádio controle e todas serão utilizadas na montagem e na operação do novo Laminador, que produzirá laminas de aço. Para construção destes equipamentos na fabrica da IESA em Araraquara foram utilizadas aproximadamente 15 mil horas de engenharia e perto de 250 mil horas de fabrica, entre caldeiraria, usinagem, pintura e montagem.

O contrato da Usiminas foi fechado com a Mitsubishi Corporation, que por sua vez contratou a IESA para executar o projeto dos equipamentos de movimentação. Osmar Durante “Kazão”, coordenador de contratos de Movimentação de Materiais, ressalta que quatro pontes já foram montadas e estão em operação. Outros sete equipamentos estão em processo de montagem final e 6 pontes e algumas talhas estão aguardando a finalização da construção dos prédios, na Usiminas, para serem montados e entrarem em operação.

O laminador de Tiras a Quente (LTQ) produzirá bobinas destinadas às indústrias automotivas e de linha branca, com foco no mercado interno. O equipamento terá capacidade de produção de 2,3 milhões de toneladas de bobinas por ano, em uma primeira fase, mas pode chegar a produção de 4,7 milhões de toneladas. A construção do LTQ exigiu investimentos da ordem de US$ 1 bilhão e possibilitará à Usiminas fornecer laminados de diferentes dimensões. O início da operação do novo laminador está previsto para 2011.

A Usiminas é a antiga Cosipa, que foi privatizada em 1993. Na época a empresa produzia cerca de 3 milhões de aço por ano. Agora, depois de receber investimentos de mais de US$ 1,3 bilhão em modernização e atualização tecnológica a capacidade produtiva passará para 4,3 milhões de aço por ano.

http://www.iesa.com.br/site/noticias/laminador_usiminas.htm

BNDES: investimentos devem somar R$ 1,6 tri até 2014

01/12/2010 12h28 

BNDES: investimentos devem somar R$ 1,6 tri até 2014

Agencia Estado 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que os investimentos no Brasil entre 2011 e 2014 devem somar R$ 1,6 trilhão. Esse montante engloba as áreas industrial, de infraestrutura e de edificações. No período de 2006 a 2009, Coutinho afirmou que foram investidos R$ 960 bilhões no País. 

De acordo com o banco de fomento, serão investidos nos próximos quatro anos R$ 611 bilhões na indústria, dos quais R$ 378 bilhões serão em petróleo e gás. Em infraestrutura, serão aplicados R$ 378 bilhões, sendo R$ 139 bilhões em energia elétrica, R$ 70 bilhões em telecomunicações e R$ 60 bilhões em ferrovias, entre outros. No caso de edificações, serão aportados R$ 607 bilhões. 

Coutinho destacou que o Brasil tem perspectivas favoráveis para manter o crescimento econômico com inflação baixa nos próximos anos e ampliar a poupança doméstica para um patamar de 22% do Produto Interno Bruto (PIB). Na última sexta-feira, Coutinho havia afirmando que a evolução dos investimentos no País, sobretudo a perspectiva de aumento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) pelo setor privado, pode elevar a poupança interna para 23% do PIB daqui a quatro anos. Já o BNDES prevê que em 2014 tal indicador chegue a 22,4% do PIB. 

Coutinho destacou ainda que o governo brasileiro tem o desafio de aumentar a competitividade no setor industrial e, para isso, há condições para lançar a segunda fase do plano de desenvolvimento produtivo (PDP II).

domingo, 28 de novembro de 2010

Andritz Hydro Inepar na Folha de S. Paulo

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ribeirao/ri2811201009.htm

Empresa monta laboratório de R$ 15 mi para turbinas 

Circuito de Araraquara, o primeiro privado no Brasil, reproduz uma usina hidrelétrica para teste de eficácia

Andritz Hydro Inepar fornece equipamentos para as usinas de Santo Antônio, Belo Monte e Jirau, na região Norte 

VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO

A holding Andritz Hydro Inepar, fornecedora de boa parte das turbinas para as usinas hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau, no Norte do país, investiu R$ 15 milhões na implantação em Araraquara do primeiro laboratório privado do Brasil para desenvolvimento de turbinas hidrelétricas.

O espaço reproduz uma hidrelétrica de verdade, só que em tamanho muito menor.
O laboratório foi construído em uma área de 1.200 metros quadrados localizada dentro do parque industrial da Iesa, uma das empresas subsidiárias do grupo.
No local, serão desenvolvidas diversas turbinas hidráulicas, em tamanho dez vezes menor do que as peças verdadeiras, para que possam ser feitos testes de performance e aumentar o rendimento dos equipamentos também fabricados no local.

De acordo com o diretor técnico da holding, Nelson Montagnana, os aumentos na demanda por energia elétrica e nos investimentos para o setor energético nacionais pressionaram o investimento em pesquisa.
Até então, o desenvolvimento de turbinas era realizado somente no exterior.

PRODUÇÃO
Hoje, a Iesa fabrica 12 turbinas e geradores para a hidrelétrica de Santo Antônio e oito para a usina de Jirau.
Ambas estão localizadas no Rio Madeira, no Estado de Rondônia, situadas respectivamente a 10 e 150 quilômetros de Porto Velho.
Em Araraquara, estão sendo produzidas três turbinas e geradores para a usina hidrelétrica de Mauá, no rio Tibagi, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, no Paraná.

Também estão em fabricação duas turbinas para a usina de Batalha, no rio São Marcos, entre os Estados de Goiás e Minas Gerais.
O próximo contrato a ser fechado será para a produção das oito turbinas para a usina de Belo Monte, localizada no rio Xingu, próximo a Altamira, no Pará.
Todas as obras estão incluídas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Instalação da Andritz Hydro Inepar é a primeira do país capaz de testar modelos reduzidos de turbinas.

INEP3 e INEP4


AHI inaugura laboratório
A Andritz Hydro Inepar (AHI) inaugurou nesta quinta-feira (11/11) o primeiro laboratório universal de ensaios de modelos reduzidos para turbinas hidráulicas do Brasil. Localizada no parque industrial da Inepar, em Araraquara (SP), a instalação demandou investimento de R$ 15 milhões. O laboratório vai ser utilizado também para treinamento de mão-de-obra de clientes e convênios com instituições de ensino da área de engenharia hidráulica, disse o presidente da empresa, Julian Garrido.

A perspectiva é que o laboratório comece a operar efetivamente já partir do projeto da usina de Belo Monte. O EnergiaHoje apurou que as seis máquinas bulbo, de 38,8 MW cada, previstas para a barragem menor do empreendimento, denominada Pimental, deverão ficar por conta da AHI.

A empresa deverá fornecer também três turbinas para a barragem principal, projetada para 18 unidades, de 611,1 MW cada. A Alstom produzirá sete, e Voith Hydro, quatro. As demais ficam com a Impsa. A expectativa é de que o contrato de fornecimento das turbinas seja firmado ainda este ano.

AHI tem R$ 1,5 bilhão em equipamentos em produção no parque de Araraquara, dos cerca de R$ 2 bilhões que possui na carteira de encomendas, conta o presiente da filial brasileira, Sérgio Parada. Estão em fabricação componentes para Santo Antonio, Jirau, Mauá, Batalha, Paracambi e São Francisco Verdadeiro. A linha está com carga total e cerca de 30% das peças foram deslocados para fábricas parceiras como Delpi, Usimec, Brumasi e CIE, sendo esta última localizada no Paraguai.

Só em 2012 haverá espaço para novas encomendas. A AHI já fechou exclusividade com a Suez para fornecer equipamentos para a futura usina Teles Pires, caso saia vitoriosa no A-5. Para outro grupo de nome não revelado, a AHI prepara proposta para a hidrelétrica Sinop, também do rio Teles Pires. 

Fonte: http://www.energiahoje.com/online/eletrica/hidro/2010/11/11/421058/ahi-inaugura -laboratorio.html

fundos de investimento geridos pela CSHG (Fundos CSHG) atingiram a participação relevante de 5,03% do total de ações ordinárias emitidas pela Inepar S,A Industria e Construções

INEP3 e INEP4
COMUNICADO AOS ACIONISTAS
DA INEPAR S.A. INDÚSTRIA E CONSTRUÇÕES 

Comunicamos aos acionistas da INEPAR S.A. INDÚSTRIA E CONSTRUÇÕES e ao mercado em geral, bem como em atendimento ao disposto no artigo 12 da Instrução da CVM nº 358, de 03/01/2002, que recebemos correspondência subscrita pela CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO ASSET MANAGEMENT S.A. e CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO SERVIÇOS INTERNACIONAIS S.A., datada de 11/11/2010, cujo teor é o seguinte:

“CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO ASSET MANAGEMENT S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 68.328.632/0001-12 e CREDIT SUISSE HEDGING-GRIFFO SERVIÇOS INTERNACIONAIS S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o nº 06.073.922/0001-05 (em conjunto denominadas "CSHG"), vem COMUNICAR ao mercado em geral que investidores não residentes e fundos de investimento geridos pela CSHG (Fundos CSHG) atingiram a participação relevante de 5,03% do total de ações ordinárias emitidas pela Inepar S,A Industria e Construções, equivalente a 1.566.877 ações dessa espécie e que corresponde a 2,28% do capital social. Atualmente os investidores geridos pela CSHG detêm 0,46% do total de ações preferenciais emitidas pela companhia, que corresponde a 174.300 ações.Considerando as ações ordinárias e preferenciais detidas pelos Fundos CSHG, a participação total no capital social corresponde a 2,53%.”

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

acessem: www.iesa3.com.br

Sócios de inepar, por favor, acessem o site www.iesa3.com.br
Ativismo em INEP3/4 - Em Busca do Estado-da-Arte em Governança Corporativa para INEPAR
Se você detém ações de Inepar Indústria & Construções (INEP3/4) para o longo prazo, e entende que a empresa se beneficiará grandemente se aprimorar suas práticas de governança corporativa, por favor preencha este formulário que segue. Esta iniciativa se inicia com a coleta destes dados e se desdobrará de forma a que os minoritários preferencialista e ordinaristas da INEPAR possam se comunicar em um fórum de idéias, atuar de forma conjunta junto à empresa, buscando – ativamente – ocupar assentos nos Conselhos de Administração e Fiscal, e influenciar, legitimamente, na estratégia da companhia. Este esforço é uma iniciativa liderada pela Galleas Asset Management, em nome de um grupo importante de investidores, e que terão seus nomes divulgados em tempo exíguo. Portanto esta iniciativa que aqui se coloca representa este bloco de investidores, não sendo um esforço isolado da Galleas. A Galleas não visa auferir quaisquer taxas de administração, performance ou consultoria a partir desta iniciativa.

Objetivo 1 (até 30/11/2010): Criar o mais completo banco de dados de acionistas minoritários de Inepar

Objetivo 2 (até 30/03/2011): Fazer com que os minoritários sejam representados nos Conselhos de Administração e Fiscal da Inepar Indústria & Construções, na proporção de suas participações no capital total da empresa, equipando-a, inclusive, com Conselheiros Independentes. Neste contexto, e dada a composição acionária da empresa, os minoritários poderão vir a ocupar até quatro de cinco assentos no CA.


Inepar: No que Acreditamos

Por Galleas & Investidores

Um dos maiores atos coragem intelectual dos últimos 100 anos foi o fato de Bertrand Russell, eminente matemático e prêmio Nobel de Literatura, ter publicado o livro “No que Acredito”. Fica como recomendação.

Expor as próprias idéias é expor-se integralmente. É desnudar-se em público.

E de certa forma, guardada a distância adamastórica que separa os personagens, queremos aqui fazer o mesmo, em relação à Inepar e aos seus controladores.

Duas razões para isso:

a) é nosso dever como gestor, e é nosso dever como analista; e

b) entendemos sim que as ações de Inepar sejam uma grande e rara oportunidade para multiplicação do capital investido em bolsa, e queremos alertar nossos clientes e informar nossos cotistas sobre esse racional.

Tão somente isso.

Nunca recebemos 1 centavo de fé da companhia, embora tenhamos feito muito pela empresa, no nosso entendimento. Nosso único incentivo é a apreciação das ações. Detemos, em nossos veículos, aproximadamente 4 milhões de ações e pretendemos nos manter posicionados desta forma por 10 anos ou mais.

Neste contexto, e assim como sempre o foi para este caso, a Galleas e a Empiricus consorciam das mesmas convicções em relação à Inepar.

Não falemos do passado, dos investimentos em Telemar e na Banda B de telefonia, em Celpa e Cemat, da liderança do Projeto Iridium ao estresse de 2001, e na grande recuperação da companhia, porque todos nós, em maior ou menor grau, já conhecemos as glórias e as agruras destes destemidos empresários curitibanos.

Tampouco nos detenhamos excessivamente do desempenho presente da empresa: esperamos que a companhia feche o ano com backlog de R$ 4,4 bilhões, receitas de 1,5 bilhão e margem EBIT de 9%. Entendemos que, para 2011, a companhia ultrapasse os R$ 5 bilhões de backlog. Ponto.

E ainda também não nos delonguemos com os valores a serem destravados pela empresa, pois hoje todos os conhecemos: (1) a reestruturação da dívida com o BNDES, que, no nosso julgamento, está assinado e sai este ano (termos idênticos ao que o BNDES fez com a LLX, inclusive quanto aos mecanismos de bônus); (2) o IPO de IESA e (3) a reestruturação do passivo tributário. Basicamente, é isso.

Confúcio dizia que “aqueles que são sábios não fazem previsões e aqueles que prevêem não são sábios”. Não somos sábios. Talvez sejamos inteligentes, mas definitivamente – digo isso por mim – não sou sábio. O sábio é um homem prudente, e nós não somos prudentes. Somos hungry. Somos foolish. Assim como nos advertiu Steve Jobs. Então, assim sendo, entendemos que a INEP4 fecha o ano acima dos R$ 6,00 e que vale R$ 15,00 se olharmos para os próximos 18 meses.

Falemos do futuro. Falemos do caminho que gostaríamos que a companhia seguisse para desfrutar de seu pleno potencial econômico. Listemos o que está certo. E o que, no nosso entendimento, está errado. Desmontemos os mitos. Parece uma proposta arrogante, mas eu venho estudando essa companhia há 10 anos e não tenho nenhum medo de não estar certo neste tocante.

O que é um mito:

- Que o Atilano é ladrão: ele não é. Você talvez seja mais ladrão do que ele. É honesto. É um gênio. Um dos maiores costuradores de alianças do planeta. Tido por Craig McCaw, fundador da Nextel, como um dos homens que mais entende de telecom no Planeta Terra. Sua fama de ladrão emana de duas vertentes: (a) eles sofreram um grande viés financeiro e quando se “quebra” não se paga as contas e ninguém fica feliz com isso e (b) ele confunde a Inepar com ele mesmo. Já vi ele tomar grana no cheque especial na física para enfiar no caixa da empresa. Possivelmente, deve entender que o caixa da empresa pode servi-lo também. Apenas isso. Aqui, quanto ao caráter e à magnitude dos eventos, não há nada com o que se preocupar;

- Que o Atilano não gosta de sócios e não estuda a venda da empresa: em 2001, ele entregou a empresa aos fundos de pensão, que a devolveram. Ao preço justo, ele vende o controle sim. A um preço talvez mais baixo do que o justo, ele vende parte da companhia para um estratégico importante sim.

O que está certo:

- O Atilano como grande lobista para a companhia, atuando como Presidente do Conselho de Administração. Esse cara é essencial;

- Os Srs. César Romeu Fiedler e Valdir Lima como presidentes da IESA e da IESA Óleo & Gás. São profissionalíssimos. Competentíssimos;

O que está errado:

- A área de RI da empresa. O Sr. Dionísio Leles está isolado aqui em São Paulo. Já me confessou pessoalmente isso: que não se comunica bem com “o pessoal de Araraquara”. Este sujeito é um herói, mas uma área de RI é feita por pessoas, processos e tecnologia. E não de esforços pontuais. É necessário se contratar urgentemente uma FIRB da vida. Fazê-lo em uma semana, não mais tarde do que isso. É preciso contratar 4-5 bons analistas para RI, formado nas melhores universidades do país. Pagar salários acima do mercado para estes profissionais.

- A área administrativa, jurídica e contábil da companhia. Visite a empresa em Curitiba: é menor do que a Galleas! Falta gente! O Manacésar e o Di Marco estão sozinhos lá! Não é possível processarem todas as demandas que a instrução CVM 400 exige para o leilão de sobras em tempo adequado. Se presta ao cômico a falta de recursos desta importante parte da empresa.

- O medo que a IESA tem da INEPAR. IESA, per se, “não existe”. IESA é 100% Inepar. Os executivos da IESA têm problemas existenciais: eles negam que sejam Inepar. Um dos diretores da IESA chegou a falar para mim que “a INEPAR é coisa do Peteco (Jauvenal de Oms, irmão do Atilano) e do Dionísio”. Não é! Com a crise dos últimos 10 anos, é fácil entender o porquê do isolamento: como estratégia de sobrevivência, a IESA “se afastou” da INEPAR. E deu certo! Hoje, em qualquer unidade da empresa, não há uma única caneta ou papel com o timbre “Inepar”: todos com o logo “IESA”. Mas a Inepar não está mais em crise, e é uma companhia totalmente reestruturada sob o ponto de vista operacional, contando com o maior chão de fábrica do hemisfério Sul do Planeta, de 180 mil m2 de área construída, além de expansão, e finalizando seu turnaround financeiro. A IESA não pode comportar-se como uma veterana de guerra! A Guerra acabou e vocês venceram! Recriaram uma empresa cortejada pelo Eike Batista toda a semana! Parabéns! Mas, acabou! É hora dos senhores César e Valdir começarem a atender decentemente o Dionísio. É urgente retirar o Sr. César Fiedler do cargo de diretor de RI. É preciso contratar um diretor de fato e locá-lo em São Paulo. É preciso que este RI seja também um I de Institucionais e não I de Investidores.

- A empresa ainda ter dívida em default. Isso deve ser extinto imediatamente, e ao que me consta é apenas algo como R$ 30 milhões para o IRB. Se for para pagar multa, mora, juros sobre juros e etc. e tal, que se pague. Uma empresa séria não tem dívida de 10 anos defaultada. Desejamos que em 31/12/2010 a empresa esteja completamente limpa. Os sócios da IAP tem dinheiro. O arrendamento do antigo porto Ishibrás (que infelizmente está fora da Inepar. Esta fora e SadeFem dentro. Que azar, hein!) lhes rende R$ 4 milhões por mês. Injetem grana na companhia: paguem estas dívidas. Ou usem o caixa: em 2 anos, aconteceram dois aumentos de capitais, montando em quase R$ 200 milhões (que foram sucessos estrondosos em ano ruim de Bolsa, e vocês, senhores controladores, devem sim esse sucesso, em grande monta, à Galleas). Não deve haver mais aumentos de capitais. Devem sim ser aplicados com sabedoria os recursos já captados.

- O ressentimento do Sr. Jauvenal de Oms em relação ao mercado de capitais. O que aconteceu, aconteceu Peteco! Justifica-se sua raiva e ódio em relação aos fundos de pensão que lhes acompanharam por anos, ausentes, omissos e incompetentes. Seus novos sócios não são assim. Não nos trate como se fôssemos um deles. Estamos aqui para ajudar. Equipe a sua área. Ela está irresponsavelmente desprovida de recursos humanos. O sucesso da Inepar, desta retomada, não é somento do Atilano, não. É teu grande mérito. No ápice da crise, vocês chegaram a dever R$ 4 bilhões, e agora? Talvez um décimo disso, e quem conseguiu tal hercúlea missão: você. Você e o Natal. Jaunenal: você tem conduzido um dos mais bem sucedidos turnarounds de companhia privada da história do Brasil. Orgulhe-se disso. Mas se você nos dispensar o tratamento “fundo de pensão”, nós vamos lhe dispensar o tratamento Daniel Loeb.

O que deve ser feito:

- A holding IENG (Inepar Energia) deve ser extinta após venda da participação de CEMAT ao BNDES, incorporando à Inepar o contrato que a IENG tem com o metrô;

- A holding INET deve ser extinta, ou aproveitada para o IPO de IESA;

- Deve ser feito imediatamente o IPO de IESA no Novo Mercado. Só serve se for no Novo Mercado;

- Deve ser respeitado o movimento dos minoritários. Vocês da Inepar deveriam ter evitado aquele comunicado grosseiro que publicaram no site da Inepar, condenando o artigo no Brasil Econômico. O que os minoritários fazem e farão não é da conta de vocês. Vocês devem dar graças a Deus por terem dezenas de milhares de acionistas que querem o bem da empresa, muitos deles devotando, sem qualquer incentivo especial, mais tempo de seus dias do que o fazem alguns dos sócios controladores. Outra: quando forem escrever algo, caprichem no português. Há 8 erros no texto publicado, começando com a vírgula mal colocada logo no início. Mostrem classe! Respeitem os outros! Não se pronunciem sobre o que não lhes cabe. Se viessem a público, a respeito da matéria, dizer-nos “a empresa está concluindo o processo com o BNDES e está atenta a todas as possibilidades para destravar valor aos acionistas, e agradece aos minoritários que tem devotado tempo e DINHEIRO para nos fazer pensar, nos ajudar”, vocês teriam ganho muito mais. E não nos chamem de idiotas ao afirmarem que “tem tradição em transparência”. Parecemos palhaços para vocês?

O que não deve ser feito:
- Novos aumentos de capitais na Inepar;

- Investimentos fora do core da empresa;

Esta carta é uma Profissão de Fé. Entendemos que Inepar seja a melhor oportunidade hoje para multiplicar seu capital por dez. Talvez a única. Amamos a companhia. Não estamos contra os controladores. Queremos estar ao lado. Queremos e podemos.

IAP: qual é a sua Profissão de Fé?
O Atilano Oms Sobrinho é um sujeito que eu admiro, e que eu tenho como uma figura de pai. Honestamente, queria ser como ele. Sinceramente, queria lhe ter o mesmo talento.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

www.iesa3.com.br

pessoal que quiser conferir o site: www.iesa3.com.br


Ativismo em INEP3/4 - Em Busca do Estado-da-Arte em Governança Corporativa para INEPAR

Se você detém ações de Inepar Indústria & Construções (INEP3/4) para o longo prazo, e entende que a empresa se beneficiará grandemente se aprimorar suas práticas de governança corporativa, por favor preencha este formulário que segue. Esta iniciativa se inicia com a coleta destes dados e se desdobrará de forma a que os minoritários preferencialista e ordinaristas da INEPAR possam se comunicar em um fórum de idéias, atuar de forma conjunta junto à empresa, buscando – ativamente – ocupar assentos nos Conselhos de Administração e Fiscal, e influenciar, legitimamente, na estratégia da companhia.


Este site é uma iniciativa da Galleas Asset Management e visa, em último grau, assessorar a empresa de forma que Inepar possa ter seus valores destravados em bolsa, e de maneira que seu turnaround financeiro se complete da forma mais célere e adequada possível. Nós, da Galleas, detemos uma posição relevante de ações preferenciais da companhia. Queremos assessorar a companhia a implementar as ações corretas da forma mais breve possível. Quaisquer dúvidas, nos contate, através do Thiago Konichi (tkonichi@galleas.com.br), no telefone 11-3063-4922.





sábado, 6 de novembro de 2010

Análise do sócio Buric sobre expectativas e preços justos do case

Fiz uma simulação de preços justos, vou dividir minhas expectativas com vocês.

“Hoje”, até antes de o capital da subscrição ser integralizado ao balanço da Inepar, temos um valor de mercado de R$ 402MM:

Quando ocorrer a integralização, passaremos das 68M ações para 98M, com um valor de mercado de R$ 576M:

Fazendo algumas contas, com diversos assumptions , chego aos valores abaixo. Vou deixar bem claras as premissas, pois elas mudam completamente os valores. Assumi que o spin off ratio será de 1:1, ou seja, que cada INEP receberá uma IESA3. Portanto, a IESA3 terá em posse de atuais acionistas de INEP as mesmas 98M ações que INEP tem em mercado hoje. Considero que a IESA aproveitará para aumentar seu capital, capitalizando para se preparar para o crescimento vindouro. Minha estimativa é de 50%. Com isso, chega-se a 148M de ações de IESA3.

O EBITDA projetado de IESA para 2011 é R$ 156M, é comum para IPOs, valores próximos a 10x esse valor. Portanto, a IESA3 poderia ser lançada a mercado a R$ 10,54.

Porém, assumindo esse EBITDA, cada ação tem um EBITDA ano de R$ 1,05. O valor presente deste valor crescendo 8% (pouco, bem pouco) nos próximos 5 anos, e 3% na perpetuidade; descontados a 12% de taxa de desconto, temos um  valor justo de quase R$ 15 para IESA3.

E a INEP3, como fica? EBITDA estimado para 2011, SEM IESA, é de R$ 109MM. Seguindo o mesmo racional, porém com um crescimento um pouco mais moderado nos próximos 5 anos, de apenas 5%, mantidos os 3% de perpetuidade e 12% de desconto. <b>Temos um valor justo de R$ 13,67 para INEP3.
Vide abaixo:

O que isso significa em termos de valor de carteira. Cada 1 ação de INEP vale R$ 5,91. No final, se o valor justo se concretizasse teríamos INEP valendo R$ 13,67 e IESA R$ 14,73. Ou seja, a carteira sairia de R$ 5,91 para R$ 28,40.


Ps: os EBITDAs são estimativas da própria empresa, todo o resto foram minhas premissas.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trecho Carta Galleas (Outubro)

Inepar é um caso à parte. Outro dia, ouvi de um cotista que havia cansado do case
de INEP. Humildemente, sugeri que ele resgatasse suas cotas, porque nós não
estamos cansados. Meu palpite é que Inepar vá fechar este ano com uma carteira
7
de pedidos de R$ 4,4 bilhões (prazo médio de execução de 3 anos), com receitas
em torno de R$ 1,535 bilhões, extraindo daí uma margem de contribuição de R$ 200
milhões. A partir do ano próximo, tomando mais R$ 2 bilhões de
e R$ 900 milhões para
mineração, siderurgia, hidrelétricos e metroviários, estimamos que, em 2014, a
empresa alcance a marca de R$ 10 bilhões de carteira de pedidos.
A capitalização bursátil de Inepar Indústria e Construções (INEP3/4), a holding, é de
aproximadamente R$ 500 milhões. A empresa tem um endividamento financeiro e
tributário total, trazido a valor presente, de R$ 900 milhões. Não há mais dívida
defaultada.
O passivo financeiro de R$ 450 milhões é todo com o BNDES, e no nosso
julgamento, será completamente reestruturado até o final deste ano. A participação
que a INEP tem via IENG (Inepar Energia) de 35% da CEMAT será tomada pelo
Banco de Desenvolvimento como parte do pagamento e devolvida ao Grupo Rede,
de Jorge Queiroz. O restante do endividamento será refinanciado a TJLP+2,5%. Há
quanto tempo anuncio essa possível reestruturação? Há anos. Quando vai
acontecer? Agora, nas próximas semanas, até o final deste ano. De fato, já é a 15º
parcela de R$ 2 milhões mensais que a Inepar paga ao BNDES, “na confiança”,
decorrente desta engenharia.
O passivo fiscal, inscrito no Refis IV, pode ser totalmente abatido por um título
precatório federal (nascido no Rio de Janeiro) e denominado em libras esterlinas,
avaliados pela Fundação Getúlio Vargas em R$ 1,8 bilhão. Os títulos são autênticos
e válidos, já checamos in loco esta questão, e já começam a pagar coupon em
Londres. Há rumores que o Governo Federal já tenha oferecido a troca da totalidade
destes precatórios pelo abatimento de 40% da dívida fiscal da companhia, o que é
uma boa notícia. Declinaram da proposta, e querem o abatimento integral.
A partir de 2010 entramos na fase final de turnaround do passivo financeiro da
companhia. Se tomarmos a operação da companhia, apartada dos passivos, vale R$
2 bilhões. Este valor pode ser unlock a partir da absorção pela IESA da INET e
listagem da companhia no Novo Mercado. Persistiremos no case. Quem sabe não
repitamos a dose Brasil Ecodiesel sobre a Inepar? Toma tempo, fazer o quê? Uma
vez disse Steve Jobs, da Apple, “levamos três anos para fazer uma versão de um
computador. Se quiséssemos apenas entregar o que os nossos clientes nos
pediram, teríamos levado apenas seis meses, não mais do que isso. Os clientes
estariam satisfeitos. E hoje a Apple estaria morta”.
backlog em pré-salshallow water, já contratadas, além dos projetos de

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A vez de Progredir

Na esteira da capitalização da Petrobras, os fornecedores da indústria do petróleo se tornaram alvo do mercado financeiro. Depois de FIDCs e FIPs sob medida, agora é a vez do Programa Progredir, lastreado em contratos de suprimento destinados aos empreendimentos da petroleira.
Seu grande diferencial é a possibilidade de estender o crédito do fornecedor direto da Petrobras a empresas dos elos inferiores da cadeia, atingindo um universo da ordem de 200 mil subfornecedores.
(Clique em mais informações para ler o resto da matéria)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mudança de moderador

Este é o novo endereço do blog, e com novo moderador.

As postagens continuarão normalmente , retiradas das discussões do fórum do Abdon Junior no advfn.

Att,
João

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mais uma ótima contribuição do sócio Abdon Junior (conversa com o Dionísio)

Na quarta-feira eu tentei falar com o Dionísio por telefone mas não tinha conseguido. Aí mandei um e-mail pra ele e ele respondeu o que eu tinha perguntado e disse que tinha recebido meu recado mas eu não tinha deixado meu telefone, então por isso ele não ligou de volta. Respondi o e-mail dando meu telefone e o mesmo me ligou, lá da INEPAR. Conversei com ele por cerca de 45 minutos. Algumas impressões da conversa:

1) Primeiramente devemos sempre louvar o trabalho realizado pelo Dionísio e sua equipe. Só critica o trabalho dele quem não o conhece ou quem não conhece a fundo a empresa. Resumidamente: a INEPAR era uma blue chip e depois de algumas apostas equivocadas quase foi à falência. Em 2003, a empresa iniciou um dos maiores turnarounds que este país já viu, focando na estruturação da enorme dívida (que já foi de R$ 4 bilhões), no retorno às atividades, na qualificação profissional diferenciada e em novas parcerias (TIISA, QUIP, Andritz-INEPAR, etc.). Esse processo começou a dar resultados em 2008, ano em que a INEPAR surpreendeu muita gente ao ter lucro depois de anos de prejuízos. Hoje a INEPAR é uma empresa sólida com um diferencial profissional inigualável, e uma perspectiva única pros próximos anos. Obviamente que uma empresa que estava quase falida, que tentava sobreviver, não ia se preocupar com relação com os investidores, com a comunicação com o mercado. O turnaround por todos estes anos focou na parte funcional e operacional. Apenas em 2009, depois de a empresa voltar a respirar, de a empresa voltar a ter uma grande carteira de pedidos, é que a direção retomou sua preocupação com a relação com o mercado e com os investidores. Aí que foi criado o setor de RI e o Dionísio foi contratado pra fazer com que a empresa se relacionasse novamente com o mercado. Portanto o trabalho dele começou do zero e depois de apenas 1 ano e meio ele já fez muita coisa no sentido de aproximar a empresa do mercado novamente. Hoje nós temos sites extremamente bem feitos (lembram do antigo?), temos divulgação de FRs, temos um telefone em que conseguimos ter contato com o RI e sabermos notícias sobre a empresa, e iniciamos o marketing da empresa. Claro que falta muita coisa! O Dionísio, que é um cara de mercado, com mais de 10 anos de experiência, sabe muito bem disso, e está trabalhando pra isso. Hoje estou extremamente satisfeito com nossa equipe de RI e com o que eles estão programando pra empresa pros próximos meses!

2) O Dionísio sabe da importância do nosso fórum e do nosso blog. Ele se preocupa muito com essa relação com os minoritários, e o fato de ele ter retornado a ligação pra mim pra conversar sobre INEPAR é uma das provas disso. Outras provas mais importantes: reunião com um grupo do nosso fórum e o fato de ele manter conversas constantes com alguns de nossos foristas. Quantos RIs fazem tudo isso com minoritários?

3) Bom, vamos à conversa. O N1 está muito próximo pessoal! O Dionísio me disse que fez uma consulta à CVM/Bovespa sobre a exigência de uma mesma pessoa não ocupar dois cargos de direção da empresa. Ele falou que na verdade essa "exigência" é pra ser cumprida em um período de até 3 anos. Ou seja, o Atilano não terá que sair agora de uma das duas cadeiras que ocupa pra INEPAR entrar no N1. Isso é questão resolvida. A única coisa que está realmente faltando pra INEPAR entrar oficialmente no N1 é o calendário de eventos. O Dionísio está extremamente empolgado e acredita que em 2010 ainda estaremos no N1. Por que toda essa confiança? Porque este calendário de eventos depende única e exclusivamente dele e da equipe dele. Por isso ele prometeu entregar este calendário muito em breve e assim conseguirmos o tão sonhado N1! Pros mais novos: Por que isso é tão importante? Primeiramente porque agrada muito o mercado com uma melhor governança e uma maior aproximação. Mas principalmente é importantíssimo porque muitos fundos têm em seus estatutos que só podem investir em empresas que tenha um mínimo de governança. Portanto, com a entrada no N1, muitos fundos que estão ávidos pra investirem em óleo e gás e no pré-sal devem entrar em peso em INEP4!

4) A venda da CEMAT também está muito próxima pessoal! O Dionísio está extremamente otimista também com uma resolução muito em breve deste importante driver. Perguntei pra ele se sai em até 3 meses. Ele falou que acredita fortemente que sim! Ele explicou que será através da reestruturação/venda do Grupo Rede, e assim o BNDES ficará com a CEMAT em troca de dívida da INEPAR para com este banco. Ainda não há um valor acertado, mas que deve ficar em R$ 250 a 300 milhões! Já imaginaram a dívida da empresa cair até R$ 300 milhões de um dia para o outro? De quanto seria uma valorização com este driver? É por isso que muitos consideram este o principal driver pra ação no curto/médio prazo. A empolgação dele quando fala de CEMAT é algo contagiante. Ele está muitíssimo otimista para uma resolução deste driver nos próximos 3 meses (podendo ser antes...).

5) Ele esteve em Araraquara algumas vezes recentemente e disse que a empresa tá trabalhando em 3 turnos pra dar conta do tanto de encomendas. A carteira de pedidos está crescendo muito e ele está reunindo todos os contratos, mas acredita que já está em R$ 4,5 bilhões novamente. Pode ser que vire o ano a R$ 5 bilhões! Ele disse que a Petrobrás tem tanta encomenda pro pré-sal (consequentemente pra IESA), que tá preocupada de as empresas nacionais não darem conta da demanda. Por isso a IESA está ampliando sua estrutura e capacidade de produzir.

6) A divulgação do balanço do 3o trimestre/10 deverá ser até o dia 16/11, mas ele tá tentando que saia antes. Ele disse que o balanço virá bom, sem dúvida melhor que os do primeiro semestre. Falei pra ele que nós gostaríamos que o balanço saísse depois da finalização desse processo do leilão, que ainda amarra o papel.

7) Ele criticou a excessiva burocracia da CVM, mas acredita que o leilão pode ser marcado até o final desta semana. Não se preocupem porque ele e a empresa também estão incomodados com essa demora. Tanto que colocaram dois advogados da empresa pra ficarem em cima cobrando a realização e finalização deste leilão na CVM. Ele, assim como nós, também acredita em céu de brigadeiro pra ação após a finalização deste leilão e subscrição.

8) Eu já tinha tido a oportunidade de conversar com o Dionísio outras vezes e posso dizer que ele é um cara comedido, muito cuidadoso nas informações e expectativas e muito pé no chão. Se ele está assim tão otimista e empolgado com estes drivers, acredito que é porque realmente eles estão muito próximos de acontecerem!

É isso aí pessoal! Como eu disse, não há uma notícia ruim sobre a empresa. Só notícias maravilhosas! Ainda acredito em dois dígitos até 31 de dezembro de 2010. Abraços!

Nota sobre o Atilano, do sócio Kimez

* Parte do mercado tem do Atilano uma visão negativa por erros cometidos no passado. O Blog não concorda com essa visão. Segue abaixo uma nota sobre o Atilano do sócio Kimez publicada no fórum do Abdon na advfn.

" Sobre o Atilano Empresário e a Volta Por Cima da Inepar


Quero dizer que meu pensamento sobre o Atilano é amplamente positivo. Já disse várias vezes aqui no forum, quando falam coisas contra o Atilano, que ele é driver da empresa. Que ele é solução, e não problema. Para mim, quanto mais sei sobre ele, mais confortável fico posicionado na empresa.

Como estou fazendo aniversário de sócio da empresa agora em novembro, o que sei sobre ele serve de base para tirar conclusões cada vez mais importantes e definitivas.

Quando a empresa estava endividada, no auge da dificuldade, o Atilano não usou as benesses da lei para prejudicar os credores e com isso salvar a empresa( Jamais usou o recurso da Recuperação Judicial!). Ponto pra ele!

Quando o BNDES e fundos quiseram assumir a empresa, o Atilano deu testa e manteve a empresa, assumindo os riscos de sua decisão. Pelo que é a empresa hoje, mais uma vez ponto para o Atilano.

Maquiavel diz que a principal atribuição de um Príncipe é manter a unidade do Estado; por analogia, digo que a principal atribuição de um Empresário é manter e fazer prosperar sua unidade de negócio, sua empresa. Ponto para o Atilano.

Na dificuldade em que se encontrava a Inepar, Atilano foi genial. Cumpriu sua missão primária de salvar a empresa, e, além disso, foi capaz de tomar decisões acertadas com relação ao futuro. Iesa, Iesa Óleo &amp; Gás, AHI, TIISA, InnoVida são provas irrefutáveis disso. Ou seja, as dificuldades do presente não tiram do Atilano a clareza de visão do futuro. Ponto para o Atilano.

Os títulos de Dívida fazem parte do contexto de Mercado em que estados e empresas se financiam. São ativos financeiros dos primórdios da organização empesarial e do surgimento dos estados nacionais.

A posse de Títulos Públicos, no Brasil, nem sempre foi um bom negócio, mas pelo cotrário( o Estado tungando os investidores ). Quando das privatizações, efetivamente foi uma baba. Bancos, Concesscionárias de Energia, Telecomunicações, Mineradoras... foram pagos com eles. Aí houve ganho para os investidores. Mas tudo normal, nada de errado em deter a posse dos títulos, tanto os de aquisição primária quanto os adquiridos no mercado secundário.

No encontro da Empiricus com empresários, o Atilano, em vez de exibir arrogância pelo trabalho exitoso, optou por falar das dificuldades do passado, que teve vergonha quando não tinha dinheiro para honrar a folha de salários. Ponto duplo para o Atilano.

Nesse mesmo Encontro, qualquer um falaria e demonstraria o futuro que se avizinha, qualquer um atrairia para si os holofotes em decorrencia da situação atual da empresa como resultado do seu trabalho, como autopromoçao. Ele optou em realçar as barreiras que transpôs para chegar até ali. Ponto para o Atilano.

Atilano provavelmente será objeto de estudo quando a empresa despontar no Mercado totalmente saneada e vencedora. Até arrisco dizer que o retorno com o nome Inepar tem um gostinho especial para ele.

Está totalmente provado que Atilano tem DNA de empresário; de empresário que realmente produz; de empresário antenado no seu negócio; de empresário que trabalha o presente e opera o futuro; de empresário que cumpre o seu papel, qual seja, de manter Viva sua empresa.

Por pensar assim sobre o Atilano, por acreditar que não vale a pena ganhar um CDI anual, por não reconhecer qualquer mérito em quem o critica, pelas evidências de que Inepar é case resolvido... transferi minha posição defensiva para Inepar, de modo que ela é cem por cento de minha carteira.

Até gostaria que o Atilano fizesse um encontro anual para falar aos acionistas sobre as perspectivas da empresa.

É isso."

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Carteira de pedidos

Compilado de contratos ganhos recentemente , retirados da mídia. Incluem TIISA, IESA , Andritz,QUIP.
(Em atualização)

Clique em mais informações para acessar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Trecho carta do fundo Galleas - Setembro

Nossa principal posição segue sendo INEP4. O destaque de setembro foi o bem sucedido aumento de capital da empresa. Abaixo destacamos alguns trechos de um recente relatório da Empiricus sobre o assunto.


A primeira questão relevante se refere ao recente aumento de capital, no valor de R$ 140 MM. Além da conversão de dívida, a oferta implicará uma entrada de caixa da ordem de R$ 60 MM, o que, em nosso entendimento, se trata de um sucesso absoluto. Havia muita gente pessimista com a operação, afirmando que a companhia não conseguiria levantar um centavo sequer com o aumento de capital, em meio à pequena disposição do mercado em participar de ofertas de ações no momento, ao preço depreciado dos papéis já listados; em determinados momentos, até abaixo do valor da subscrição - e ao fato da companhia ter feito recentemente uma chamada de capital. Aos céticos, a magnitude da entrada de caixa responde como uma faca alada.

A opção da companhia, capitaneada pelo Atilano e pelo Peteco, foi justamente de reaproximar-se do mercado de capitais e uma recompra (isso não seria algo para curtíssimo prazo) transmitiria um recado de relevo. Não descartaríamos ainda que a empresa aderisse de maneira formal ao Nível I de governança corporativa a curto prazo; para tanto, há um único item ainda não atendido: os cargos de presidente executivo e presidente do Conselho não podem ser ocupados pela mesma pessoa; como quem está nas duas posições é o Atilano e a pressão pela transparência/governança vem justamente dele, acharíamos bastante razoável supor a adesão ao Nível I. Ainda sobre o aumento de capital, cumpre dizer que a operação foi de extrema relevância para uma companhia ainda com alta alavancagem e com projetos ambiciosos de crescimento; em infraestrutura no Brasil há dois caminhos: ou você participa, ou você participa; não há terceira via. Veja que a operação permitiu a montagem de uma posição importante nas ON por parte de institucional local de peso (leia-se: Verde).

A complexidade de Inepar é justamente a fonte do potencial da companhia. Operacionalmente, a empresa é um dos principais players de engenharia de infraestrutura no Brasil, sem concorrentes domésticos à altura; questionar o fato não é uma questão de opinião, mas de desconhecimento. Em termos de estrutura de capital, simplificação do balanço e governança, as coisas estão sendo feitas. Os drivers estão desenhados e são bastante claros. Seguimos com um strong buy sobre Inepar.

Equipe Galleas de Gestão.

*Para ler essa carta na íntegra , acesse http://www.galleas.com.br/
*Para ler o Relatório Empiricus na íntegra , efetue a compra através da loja virtual ( http://loja.empiricus.com.br/relatorio-especial-inepar-inep4.html )

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Petróleo terá R$ 680 bi em investimentos

PETRÓLEO TERÁ R$ 680 BI EM INVESTIMENTOS


R$ 680 BILHÕES EM INVESTIMENTOS

Autor(es): Agencia o Globo/Gustavo Paul e Eliane Oliveira

O Globo - 06/09/2010

(Clique em mais informações)


O setor de petróleo e gás vai movimentar R$ 680 bilhões em investimentos nos próximos dez anos, graças principalmente ao pré-sal. A produção de óleo deve crescer 126% até 2019, e a de gás, 188%. O BNDES terá R$ 24,9 bilhões só para o setor naval ligado ao petróleo.

Petróleo e gás movimentarão economia nos próximos 10 anos. Produção de óleo deve crescer 126%

Uma brincadeira contada dentro do governo diz que a Petrobras é tão grande, tão rica e poderosa, que deve ser encarada “no máximo, como uma nação amiga”. Essa mesma impressão poderá ser sentida, em um futuro próximo, em relação à economia que gira em torno do petróleo brasileiro.

As cifras gigantescas justificam o interesse despertado nas últimas semanas em torno da capitalização da Petrobras: estima-se que, embalado pelo pré-sal, em dez anos, o setor vai demandar investimentos de, pelo menos, R$ 680 bilhões, somando-se a demanda por bens, serviços, exploração e produção.

Ao longo da última década, a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) cresceu quatro vezes, passando de 2,5% em 1999 para cerca de 12% este ano e deve aumentar ainda mais. Enquanto isso, o volume de petróleo exportado pelo país cresceu 2.674% em dez anos, levando a venda de óleo do 21olugar da pauta brasileira em 2001 para o segundo lugar este ano. A produção brasileira de petróleo deverá crescer pelo menos 126% até 2019, enquanto a de gás vai dar um salto de 188%. Já as reservas nacionais devem dobrar de tamanho em quatro anos.

BNDES tem R$ 24 bi para setor naval
Só o BNDES tem, aprovados e em fase de aprovação, na área naval voltada ao petróleo, investimentos que somam R$ 24,983 bilhões do Fundo de Marinha Mercante em 85 projetos. É mais do que o banco vai disponiblizar para empreendimentos como a usina de Belo Monte (até R$ 13,5 bilhões) e o Trem de Alta Velocidade (TAV, até R$ 19,9 bilhões), que ligará o Rio a São Paulo.

— A demanda está muito grande e o fato gerador são as descobertas do pré-sal. Esses investimentos na parte naval e em navipeças são inéditos — afirmou Vinícius Figueiredo, gerente do Departamento de Gás e Petróleo do BNDES.
Acompanhando o movimento do setor, há duas semanas, o banco criou um departamento exclusivo com foco na cadeia produtiva do petróleo. Ao mesmo tempo, grupos empresariais estão se juntando para ganhar musculatura e pleitear um naco dessa atividade econômica, que será turbinada, a partir de 2011, com a produção do pré-sal já licitado e, provavelmente, com as primeiras licitações nos megacampos.

O Portal de Oportunidades do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) já contabiliza 3,3 mil empresas cadastradas. Segundo o coordenador executivo do Prominp, José Renato Ferreira Almeida, cerca de 500 empresas de todo o tamanho e de vários estados do país estão aderindo a esse banco de informações todo mês. Ali eles expõem seus produtos e podem também buscar fornecedores.

— Devemos chegar a 5 mil até o final do ano e 40% são empresas paulistas, onde o setor de petróleo e gás ainda inicia suas atividades — diz Almeida.

Exigência é de 65% de conteúdo local

O setor não se limita aos novos campos do pré-sal. Com três anos de existência, a OGX, braço da holding EBX, do bilionário Eike Batista, tem em caixa US$ 3,4 bilhões para investir em 21 blocos no pós-sal da Bacia de Campos e também já se aventura em poços em terra. O diretorgeral da empresa, Paulo Mendonça, também vê a movimentação de fornecedores que, segundo ele, está apenas no começo.

— O Brasil deixou de ser um país de petróleo para ser um país petrolífero, como a Venezuela, o México e outros — afirma Mendonça.

A WD Group, holding formada por quatro empresas especializadas em verificação de dutos, soldas e superfícies em plataformas de petróleo e gás, estaleiros e portos, aposta na expansão do setor.
— Atendemos a grandes empreiteiras que atendem a Petrobras — diz Marcelo Freitas, diretor do grupo.

O empresário André Lincol, da IWC Engenharia, entrou no mercado de petróleo e gás dando consultoria no Rio. Hoje, dirige um curso de treinamento técnico presente em diversos estados brasileiros e abriu uma empresa de construção de equipamentos para offshore (no mar), estruturas metálicas diversas, tubulação e instalação de dutos submersos.

— O pré-sal ainda não começou.

Hoje, o que vemos mais é o desenvolvimento de tecnologias, e não pondo a mão na massa. Enxergamos oportunidades — diz Lincol.
Essa movimentação impressiona até quem tem décadas de vivência no setor. É o que relata o secretárioexecutivo do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Álvaro Teixeira, que começou na Petrobras em 1960, quando a meta era produzir petróleo para ajudar a suprir o país: — Estamos vivendo um momento mágico. Nas décadas de 60 e 70, ninguém podia imaginar que o Oriente Médio estava ao lado do Rio — disse, referindo-se às bacias de Campos e Santos, no litoral fluminense.
A Organização da Indústria do Petróleo (Onip) viu aumentar em dez vezes o número de empresas cadastradas desde 2000, passando de 210 para 2.164. Para José Velloso, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), esse número poderá crescer, diante da decisão do governo de estabelecer um índice médio de conteúdo local de 65% na fase de exploração do présal.

Por enquanto, lembra, ainda existem muitos empecilhos.
— Temos ainda uma corrida de obstáculos, como câmbio, tributos e custo de dinheiro. Mas esse percentual vai incentivar a produção local — afirma Velloso.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Reunião dos investidores do fórum com o RI da Inepar

 Na última 6a feira (8 de outubro) , alguns sócios do fórum da Advfn se reuniram com o RI da Inepar para discutir alguns assuntos como :  reestruturação, resolução da dívida, governaça corporativa, entre outros.

* O RI da Inepar não deve ser responsabilizado e nem cobrado pelos relatos abaixos , principalmente por serem oriundos de uma reunião informal e passíveis a subjetivismos dos relatantes.

Segue abaixo os relatos da visita na ordem cronológica em que foram publicados :
(Clique em mais informações)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Levantamento de dados

Estava fazendo um levantamento aqui pra saber qual era a participação da IESA na QUIP e descobri que é variável - isso eu não sabia. Oq sei sobre a participação da IESA na QUIP, é que ela é muito mais achatada do que poderia ser, porque atualmente, parte do financiamento que ela precisa para tocar as obras de grande monta, é obtido com alguns dos pares dela no consórcio... com a resolução da dívida defaultada, esse jogo estará virando e devemos ver a participação dela nos projetos crescendo. Segue aí alguns números sobre os projetos atualmente sendo tocados pela QUIP:


Project    IESA’s Participation %    Value (R$)

P-53         15.0%                             300,196

P-55         13.3%                             217,254

P-63         16.7%                             405,096

 
Procurei identificar o plano de ação da IESA para tentar levar o máximo dessa bolada (R$0,5 trilhões referente ao plano de investimentos da Petro + OGX)... segue (esse planejamento estratégico cita o período de 2009-2013, mas com o atraso da capitalização, a agenda da petrobrás perdeu 1 ano - então leia-se 2010-2014; traduzi o texto para facilitar):


2.7 Business Strategy

With a focus on sustainable growth, IESA O&G operates under the following strategic guidelines:

Concentrate efforts on engineering and construction of onshore and offshore

platforms, processing plants, and power plants, areas in which IESA O&G has

already been successful and where Petrobras plans to allocate 80% of its

investments over the 2009-2013 period

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2,7 Estratégia Empresarial

Com foco no crescimento sustentável, irá IESA O & G operar sob as seguintes diretrizes estratégicas:

Concentrar esforços na engenharia e construção de onshore e offshore

plataformas, unidades de transformação, e usinas de energia, áreas em que IESA O & G já é bem sucedida e onde a Petrobras planeja destinar 80% de sua

investimentos no período 2009-2013.

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Ou seja pessoal, a IESA está de olho na concorrência de cerca de 80% desta verba monstruosa, oq daria R$384.000.000.000,00 em 4 anos (R$96 bilhões por ano). A concorrência será ferrenha, mas a gente sabe da competência da empresa para levar projetos... boas perspectivas para crescimento não vão faltar... e pessoal, estou falando apenas de óleo e gás!! Não podemos esquecer todas as outras áreas que a INEPAR está crescendo absurdamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Elucubrações acerca do leilão , pelo sócio diegoespanhol

Hipótese(complementação) e Fatos


Considerando que a subscrição foi desenhada para solucionar o problema das debêntures atrasadas, podemos entender que os trâmites foram previamente acordados entre as partes. Assim sendo podemos imaginar um aumento de capital com altos valores para atender os interesses de todos com folga, a saber:

1- debenturistas: se estudarmos a fundo, veremos que temos alguns debenturistas na relação de possíveis conversores. Entre eles é natural que alguns queiram converter as dívidas em caixa e outros queiram converter em capital (tendo em vista o final do processo de reestruturação, perspectivas ou até mandatos para gestão do dinheiro). Por estar previamente acordado, todo o processo se daria entre a empresa, atuais acionistas parceiros e debenturistas. O "mercado" seria secundário nesse item, segundo minha visão;

2- atuais acionistas parceiros: existem acionistas parceiros que já figuram no float de Inepar há anos e tem total interesse em limpar o passivo da empresa. Os ganhos na redução do default, redução da alavancagem e aumento da participação nos consórcios avalizam a realização da operação (é simples assim, mas como seres humanos adoramos buscar explicações complicadas para as coisas);

3- o controlador: a operação de aumento de capital é desenhada de modo a permitir que o controlador consiga manter suas posições (isso explicaria a distribuição em menos ações ON para o controlador e mais ações PN para os debenturistas);

4- acionistas minoritários: poderiam aproveitar para aumentar suas posições e se beneficiar do novo patamar que a empresa alcançará, saindo do default, reduzindo alavancagem e aumentando suas participações em consórcios. Me parece que sempre foi um desejo dos acionistas sair do default e hoje há uma certa discussão sobre como acontece essa saida dos debenturistas. Ora, se a Inepar quer realmente ser "Governança Corporativa" e case de "Reestruturação", deveria prestar um tratamento justo aos debenturistas que desde 1996 estão com esses títulos em mãos. Se alguns aqui estão há 1 ano, 2 anos, etc, o que dirá quem está desde 1996 com os títulos na mão? Muitos debenturistas são bancos, fundos de pensão, corretoras, etc.... Como vamos ganhar o concurso de beleza de Lord Keynes sem o devido tratamento aos jurados (mercado; bancos, fundos de pensão, etc...)?


Não creio em problemas no aumento de capital, no aumento dos alguéis e na cotação. Tudo tem seu preço, "não existe almoço gratis". O preço do almoço é a temporária baixa cotação, a saber:

- como citei em post anterior, já temos R$ 126 milhões (e hj, isso é bastante para a uma empresa que vale cerca de R$ 300 mi em bolsa...que folego!);

- os aluguéis podem atender a interesses de um ou dois debenturistas e as operações são casadas com atuais acionistas parceiros. Eu penso assim, melhor um ex-debeturista com dinheiro e feliz, do que um debenturista falando mal da empresa para todo mundo. Dizem que quem fala bem, fala para 5 e quem fala mal fala para 25!

- e a nós, acionistas, cabe a reflexão: preferimos que a empresa cresça devagar e "pesada" (com default) ou preferimos que resolva a questão definitivamente para poder voar "a lá Usain Bolt"?

Pesquisas mostram que o tempo para se abrir uma simples empresa é de cerca de 8 meses.

Logo é natural que um processo desse porte e complexidade leve algum tempo. Bom que está levando algumas semanas né (a longo prazo estaremos todos mortos).

Hoje o que temos é isso, cotações em baixa e a empresa cada vez melhor:

- cada vez mais acionistas;

- início de reportagens na mídia (valor, exame, barsil economico, etc...);

- site Inepar e Iesa;

- integramos a carteira Small Caps, Tag Along e Industrial;

- aderimos ao Refis;

- negociamos com os debenturistas com ótima adesão (R$ 126 mi até o momento);

- dois aumentos de capital e um desdobramento;

- alugamos o Ishibrás via CDB (IAP + Fator) por 20 anos!!!;

- zeramento da conta prejuízo acumulados e podemos pagar dividendos;

- tag along de 80% para as PN;

- parceiros: fator, galleas, empiricus, Cs-Hg, Socopa, Petros, Citi, Omar Camargo, etc...;

Tento me manter otimista, mesmo com todos as dificuldades.

Os fatos me mantém otimista.

As cotações não, simplesmente porque já comprei tudo o que podia.

Escolha seu lado!

obs: meu texto é somente o que penso. Não são previsões, recomendações ou algo do tipo. Não quero amigos, nem inimigos. Não me odeiem, nem adorem.

Apenas pensem!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fato Relevante

Em data de 10 de Setembro de 2010, a Inepar S.A. Industria e Construções assinou com a Innovida Factories Ltd. em Miami EUA, o 2º Aditivo ao MOU anteriormente firmado no final do ano passado, documento este que consolida os entendimentos entre as empresas para a formação de J.Venture com tecnologia inovadora e pioneira para construção de habitações populares e outras aplicações em construções civis.

A tecnologia única em todo o mundo apresenta características físico-mecânicas superiores às tecnologias tradicionais, principalmente no que diz respeito à resistência a fogo, isolamento termo-acústico, e resistência a todos os tipos de intempéries da natureza.
O acordo firmado estabelece um projeto para instalação de uma fábrica inicial no Sul do país, com comprometimento para outras três unidades estrategicamente distribuídas no território Brasileiro. Estas unidades fabris atenderão prioritariamente ao mercado Brasileiro e adicionalmente aos países da América do Sul.
O processo fabril, totalmente automatizado, se baseia em painéis sintéticos compostos especiais e estruturais.
A tecnologia dos painéis compostos Innovida propicia menores custos de investimentos com muito mais rapidez e maior satisfação para o consumidor.
A aliança Inepar Innovida, com este processo tecnológico avançado, pretende ser a mais eficiente alternativa para atender aos requisitos do programa MINHA CASA MINHA VIDA em desenvolvimento pelo Governo Brasileiro
A Innovida esta entre as 50 empresas mais inovadoras em todo o mundo e a numero 1 do planeta em inovações no segmento de construção civil representando mais uma tecnologia de ponta oferecida ao país pela INEPAR.


Curitiba, 15 de Setembro de 2010.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Post do Gimenez sobre movimentação de debêntures no balanço IENG (2otri)

Bom jaumsp, do que foi possível entender a partir do balanço da IENG, vejo algumas coisas relevantes em relação às debentures:


1) A empresa vendeu parte das debentures que tinha da IIC para a Galleas, portanto contabilizou o valor no ativo a receber de curto prazo;

2) Uma entrada no ativo não circulante de debentures da IAP foi liquidada, no valor de 3,6 MI; e

3) Apareceu como ativo não circulante o montante de 28 MI em debentures de uma tal de GFS Premium. É importante notar que esta entrada está no consolidado e não na controladora, o que significa que a dona das debentures não é a IEnergia, mas sim uma controlada, que deve ser a Penta Participações. Além disso, pelo que pude pesquisar a IAP é uma das sócias da tal GFS.

Como não temos acesso ao balanço da Penta, pode ser que esta tivesse um crédito com a IAP, que acabou pagando com as debentures da GFS, envolvendo também as próprias debentures da IAP que estavam com a IEnergia. Acredito ser este o cenário mais provável.

O que isto sinaliza? Na minha opinião, estão limpando o balanço da IEnergia para que ela seja incorporada pela IIC. Com certeza este é uma passo do plano de reestruturação para o qual o Atilano deu prazo de até meados de 2011 para estar completo. Neste mesmo sentido, as debentures restantes da IIC que estão com a IEnergia devem ser convertidas em ações agora no aumento de capital e vendidas para alguém, talvez para a própria IAP.

Acho que é isso.

Saudações tiisistas. :)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Compilado de textos sobre os Títulos da Dívida Pública

Abaixo um compilado de textos sobre a discussão dos títulos constatados no balanço.
Clique em mais informações para acessar o post.
(post atualizado em abril de 2011)

Análise balanço 2o tri (buric)

Pessoal,


Foi um balanço mediano para bom dado o cenário atual, ficou um pouco obscuro para mim as mudanças nas debêntures e a forma como foram contabilizadas. Tirando isso, acho que vale se tomar em conta os tópicos abaixo:

a ) Crescimento da receita

A velocidade um pouco inferior ao que eu esperava dado que houve uma desaceleração em relação CAGR dos últimos anos de 18% que sempre comento. Mas ainda acho que é daqui para cima o crescimento, em conversa com o Dionisio ele disse que o resultado vinha ok, ainda mais que o primeiro semestre costuma ser fraco. Considerando a média dos últimos 4 anos o primeiro semestre costuma representar 43% do ano. Se isso for verdade teriamos um faturamento anual de R$ 1.570MM, aprox 15% acima do ano passado.

Em relação ao ponto levantado pelo jaum e dpgimenez de porque a carteira cai em velocidade não idêntica ao crescimento da receita. Concordo com o dpgimenez que de forma alguma é preocupante. Tem-se os seguintes pontos:

- Existe em passivo circulante uma conta de ‘Adiantamento sobre Encomendas’ igual a 149.832.

- Existe em ativos circulantes ‘Contas a Receber de Clientes a Faturar’ igual a 132.696

- Existe em ativos não circulantes ‘Contas a Receber de Clientes a Faturar’ igual a 181.744

Essas contas podem se sobrepor, ou seja, um cliente pode estar como a faturar e ter adiantado o recebível de encomendas. Mas em geral as variações nestas caixas somadas as variações na receita e carteira em um determinado período se anulam. Se alguém tiver tempo de fazer a conta seria interessante postar.

b) Ajuste contábil em Lucros/Prejuízos Acumulados


Não poderia deixar de comentar quanto gosto de ver a conta Lucros/Prejuízos Acumulados sair de (410.795) para 14.436.

c) Ibrafem

Continuo não gostando nada da performance desta divisão. Temos neste período novamente R$ 17M de prejuízo. O que me irrita nesse ponto é que a Inep entrou com R$ 26M para ter participação de 26,4% na Ibrafem e já tem que ter uma provisão devido ao patrimônio liquido descoberto da Ibrafem da ordem de R$ 38M.
Desconheço uma eventual relevância estratégica dessa divisão, mas mesmo que tivesse venderia esse pepino para outro e compraria as tais estruturas metálicas a mercado.

d) Financiamento

Houve aumento de R$ 12M de financiamento de Capital de Giro e incidência de juros no montante integral financiado, saindo de R$ 780M para R$ 811M, equivalente a 16,87% a.a. em juros (3,97% a.t.) mais os novos R$ 12M de giro. Vale ressaltar que dos totais R$ 823 financiados, 66% é de dívida vencida em renegociação, que continua a crescer com base em critérios antigos, mas que a Inepar está questionando, como os IGMP (fixo em 9%) + 11% a.a de parte da dívida. Logo é desse montante para baixo.

e) Refis

Fechando o ponto. Foi submetido um total de R$ 577M ao programa, sendo que R$ 183M de acordo com estimativas da Inep serão perdoados e os R$ 395 a serem parcelados e não mais incorrem juros.

f) Debentures 4ª emissão

Bruxa, esse assunto de que a totalidade da 4ª emissão está em tesouraria continua estranho para mim. Foram emitidas 270M debêntures nessa emissão, sendo que a 1ª serie corresponde a 135M conversíveis em ON e a 2ª 135M conversíveis em PN. Da 1ª serie (ON) 15,81M estaria em custodia da IAP e 15,16M viraram ONs na emissão de ações de final de 2009. Portanto todo o restante não consta (no balanço) como em tesouraria.

g) Títulos divida externa


Balanço:
(ver imagens)
http://img59.imageshack.us/i/imagem1vf.png/
http://img682.imageshack.us/i/imagem2rby.png/

Só volto a esse ponto para expor que, também de acordo com a auditoria, Inep tem efeito nulo – mesmo contabilmente – nesse ponto. Entrou os R$ 1.149MM de títulos de divida publica em seu balanço (ativo) com contrapartida em um passivo mutuo (passivo, obvio) com sua controlada IAP. Se o ativo deixar de existir por decisão da justiça, o passivo também deixará. Logo, aparentemente, não há desembolso financeiro NEM CONTABIL.


O risco de o título não existir é da IAP não Inep. O risco da inep é a IAP não ter o dinheiro de fazer a troca do título por cash. Ora, a IAP nunca deu esse dinheiro para a Inep, logo não é a falta dele que mudará a situação atual. E se a justiça definir que trata-se de um ativo virtual? Logo a Inep trocará um ativo virtual (títulos) por um ativo virtual (divida com a IAP). Não muda nada! Espero ter conseguido me explicar de uma vez por todas.

Bom acho que é isso...

Abs

Buric