Ativismo em INEP3/4 - Em Busca do Estado-da-Arte em Governança Corporativa para INEPAR
Se você detém ações de Inepar Indústria & Construções (INEP3/4) para o longo prazo, e entende que a empresa se beneficiará grandemente se aprimorar suas práticas de governança corporativa, por favor preencha este formulário que segue. Esta iniciativa se inicia com a coleta destes dados e se desdobrará de forma a que os minoritários preferencialista e ordinaristas da INEPAR possam se comunicar em um fórum de idéias, atuar de forma conjunta junto à empresa, buscando – ativamente – ocupar assentos nos Conselhos de Administração e Fiscal, e influenciar, legitimamente, na estratégia da companhia. Este esforço é uma iniciativa liderada pela Galleas Asset Management, em nome de um grupo importante de investidores, e que terão seus nomes divulgados em tempo exíguo. Portanto esta iniciativa que aqui se coloca representa este bloco de investidores, não sendo um esforço isolado da Galleas. A Galleas não visa auferir quaisquer taxas de administração, performance ou consultoria a partir desta iniciativa.
Objetivo 1 (até 30/11/2010): Criar o mais completo banco de dados de acionistas minoritários de Inepar
Um dos maiores atos coragem intelectual dos últimos 100 anos foi o fato de Bertrand Russell, eminente matemático e prêmio Nobel de Literatura, ter publicado o livro “No que Acredito”. Fica como recomendação.
Expor as próprias idéias é expor-se integralmente. É desnudar-se em público.
E de certa forma, guardada a distância adamastórica que separa os personagens, queremos aqui fazer o mesmo, em relação à Inepar e aos seus controladores.
Duas razões para isso:
a) é nosso dever como gestor, e é nosso dever como analista; e
b) entendemos sim que as ações de Inepar sejam uma grande e rara oportunidade para multiplicação do capital investido em bolsa, e queremos alertar nossos clientes e informar nossos cotistas sobre esse racional.
Tão somente isso.
Nunca recebemos 1 centavo de fé da companhia, embora tenhamos feito muito pela empresa, no nosso entendimento. Nosso único incentivo é a apreciação das ações. Detemos, em nossos veículos, aproximadamente 4 milhões de ações e pretendemos nos manter posicionados desta forma por 10 anos ou mais.
Neste contexto, e assim como sempre o foi para este caso, a Galleas e a Empiricus consorciam das mesmas convicções em relação à Inepar.
Não falemos do passado, dos investimentos em Telemar e na Banda B de telefonia, em Celpa e Cemat, da liderança do Projeto Iridium ao estresse de 2001, e na grande recuperação da companhia, porque todos nós, em maior ou menor grau, já conhecemos as glórias e as agruras destes destemidos empresários curitibanos.
Tampouco nos detenhamos excessivamente do desempenho presente da empresa: esperamos que a companhia feche o ano com backlog de R$ 4,4 bilhões, receitas de 1,5 bilhão e margem EBIT de 9%. Entendemos que, para 2011, a companhia ultrapasse os R$ 5 bilhões de backlog. Ponto.
E ainda também não nos delonguemos com os valores a serem destravados pela empresa, pois hoje todos os conhecemos: (1) a reestruturação da dívida com o BNDES, que, no nosso julgamento, está assinado e sai este ano (termos idênticos ao que o BNDES fez com a LLX, inclusive quanto aos mecanismos de bônus); (2) o IPO de IESA e (3) a reestruturação do passivo tributário. Basicamente, é isso.
Confúcio dizia que “aqueles que são sábios não fazem previsões e aqueles que prevêem não são sábios”. Não somos sábios. Talvez sejamos inteligentes, mas definitivamente – digo isso por mim – não sou sábio. O sábio é um homem prudente, e nós não somos prudentes. Somos hungry. Somos foolish. Assim como nos advertiu Steve Jobs. Então, assim sendo, entendemos que a INEP4 fecha o ano acima dos R$ 6,00 e que vale R$ 15,00 se olharmos para os próximos 18 meses.
Falemos do futuro. Falemos do caminho que gostaríamos que a companhia seguisse para desfrutar de seu pleno potencial econômico. Listemos o que está certo. E o que, no nosso entendimento, está errado. Desmontemos os mitos. Parece uma proposta arrogante, mas eu venho estudando essa companhia há 10 anos e não tenho nenhum medo de não estar certo neste tocante.
O que é um mito:
- Que o Atilano é ladrão: ele não é. Você talvez seja mais ladrão do que ele. É honesto. É um gênio. Um dos maiores costuradores de alianças do planeta. Tido por Craig McCaw, fundador da Nextel, como um dos homens que mais entende de telecom no Planeta Terra. Sua fama de ladrão emana de duas vertentes: (a) eles sofreram um grande viés financeiro e quando se “quebra” não se paga as contas e ninguém fica feliz com isso e (b) ele confunde a Inepar com ele mesmo. Já vi ele tomar grana no cheque especial na física para enfiar no caixa da empresa. Possivelmente, deve entender que o caixa da empresa pode servi-lo também. Apenas isso. Aqui, quanto ao caráter e à magnitude dos eventos, não há nada com o que se preocupar;
- Que o Atilano não gosta de sócios e não estuda a venda da empresa: em 2001, ele entregou a empresa aos fundos de pensão, que a devolveram. Ao preço justo, ele vende o controle sim. A um preço talvez mais baixo do que o justo, ele vende parte da companhia para um estratégico importante sim.
O que está certo:
- O Atilano como grande lobista para a companhia, atuando como Presidente do Conselho de Administração. Esse cara é essencial;
- Os Srs. César Romeu Fiedler e Valdir Lima como presidentes da IESA e da IESA Óleo & Gás. São profissionalíssimos. Competentíssimos;
O que está errado:
- A área de RI da empresa. O Sr. Dionísio Leles está isolado aqui em São Paulo. Já me confessou pessoalmente isso: que não se comunica bem com “o pessoal de Araraquara”. Este sujeito é um herói, mas uma área de RI é feita por pessoas, processos e tecnologia. E não de esforços pontuais. É necessário se contratar urgentemente uma FIRB da vida. Fazê-lo em uma semana, não mais tarde do que isso. É preciso contratar 4-5 bons analistas para RI, formado nas melhores universidades do país. Pagar salários acima do mercado para estes profissionais.
- A área administrativa, jurídica e contábil da companhia. Visite a empresa em Curitiba: é menor do que a Galleas! Falta gente! O Manacésar e o Di Marco estão sozinhos lá! Não é possível processarem todas as demandas que a instrução CVM 400 exige para o leilão de sobras em tempo adequado. Se presta ao cômico a falta de recursos desta importante parte da empresa.
- O medo que a IESA tem da INEPAR. IESA, per se, “não existe”. IESA é 100% Inepar. Os executivos da IESA têm problemas existenciais: eles negam que sejam Inepar. Um dos diretores da IESA chegou a falar para mim que “a INEPAR é coisa do Peteco (Jauvenal de Oms, irmão do Atilano) e do Dionísio”. Não é! Com a crise dos últimos 10 anos, é fácil entender o porquê do isolamento: como estratégia de sobrevivência, a IESA “se afastou” da INEPAR. E deu certo! Hoje, em qualquer unidade da empresa, não há uma única caneta ou papel com o timbre “Inepar”: todos com o logo “IESA”. Mas a Inepar não está mais em crise, e é uma companhia totalmente reestruturada sob o ponto de vista operacional, contando com o maior chão de fábrica do hemisfério Sul do Planeta, de 180 mil m2 de área construída, além de expansão, e finalizando seu turnaround financeiro. A IESA não pode comportar-se como uma veterana de guerra! A Guerra acabou e vocês venceram! Recriaram uma empresa cortejada pelo Eike Batista toda a semana! Parabéns! Mas, acabou! É hora dos senhores César e Valdir começarem a atender decentemente o Dionísio. É urgente retirar o Sr. César Fiedler do cargo de diretor de RI. É preciso contratar um diretor de fato e locá-lo em São Paulo. É preciso que este RI seja também um I de Institucionais e não I de Investidores.
- A empresa ainda ter dívida em default. Isso deve ser extinto imediatamente, e ao que me consta é apenas algo como R$ 30 milhões para o IRB. Se for para pagar multa, mora, juros sobre juros e etc. e tal, que se pague. Uma empresa séria não tem dívida de 10 anos defaultada. Desejamos que em 31/12/2010 a empresa esteja completamente limpa. Os sócios da IAP tem dinheiro. O arrendamento do antigo porto Ishibrás (que infelizmente está fora da Inepar. Esta fora e SadeFem dentro. Que azar, hein!) lhes rende R$ 4 milhões por mês. Injetem grana na companhia: paguem estas dívidas. Ou usem o caixa: em 2 anos, aconteceram dois aumentos de capitais, montando em quase R$ 200 milhões (que foram sucessos estrondosos em ano ruim de Bolsa, e vocês, senhores controladores, devem sim esse sucesso, em grande monta, à Galleas). Não deve haver mais aumentos de capitais. Devem sim ser aplicados com sabedoria os recursos já captados.
- O ressentimento do Sr. Jauvenal de Oms em relação ao mercado de capitais. O que aconteceu, aconteceu Peteco! Justifica-se sua raiva e ódio em relação aos fundos de pensão que lhes acompanharam por anos, ausentes, omissos e incompetentes. Seus novos sócios não são assim. Não nos trate como se fôssemos um deles. Estamos aqui para ajudar. Equipe a sua área. Ela está irresponsavelmente desprovida de recursos humanos. O sucesso da Inepar, desta retomada, não é somento do Atilano, não. É teu grande mérito. No ápice da crise, vocês chegaram a dever R$ 4 bilhões, e agora? Talvez um décimo disso, e quem conseguiu tal hercúlea missão: você. Você e o Natal. Jaunenal: você tem conduzido um dos mais bem sucedidos turnarounds de companhia privada da história do Brasil. Orgulhe-se disso. Mas se você nos dispensar o tratamento “fundo de pensão”, nós vamos lhe dispensar o tratamento Daniel Loeb.
O que deve ser feito:
- A holding IENG (Inepar Energia) deve ser extinta após venda da participação de CEMAT ao BNDES, incorporando à Inepar o contrato que a IENG tem com o metrô;
- A holding INET deve ser extinta, ou aproveitada para o IPO de IESA;
- Deve ser feito imediatamente o IPO de IESA no Novo Mercado. Só serve se for no Novo Mercado;
- Deve ser respeitado o movimento dos minoritários. Vocês da Inepar deveriam ter evitado aquele comunicado grosseiro que publicaram no site da Inepar, condenando o artigo no Brasil Econômico. O que os minoritários fazem e farão não é da conta de vocês. Vocês devem dar graças a Deus por terem dezenas de milhares de acionistas que querem o bem da empresa, muitos deles devotando, sem qualquer incentivo especial, mais tempo de seus dias do que o fazem alguns dos sócios controladores. Outra: quando forem escrever algo, caprichem no português. Há 8 erros no texto publicado, começando com a vírgula mal colocada logo no início. Mostrem classe! Respeitem os outros! Não se pronunciem sobre o que não lhes cabe. Se viessem a público, a respeito da matéria, dizer-nos “a empresa está concluindo o processo com o BNDES e está atenta a todas as possibilidades para destravar valor aos acionistas, e agradece aos minoritários que tem devotado tempo e DINHEIRO para nos fazer pensar, nos ajudar”, vocês teriam ganho muito mais. E não nos chamem de idiotas ao afirmarem que “tem tradição em transparência”. Parecemos palhaços para vocês?
O que não deve ser feito:
Objetivo 1 (até 30/11/2010): Criar o mais completo banco de dados de acionistas minoritários de Inepar
Objetivo 2 (até 30/03/2011): Fazer com que os minoritários sejam representados nos Conselhos de Administração e Fiscal da Inepar Indústria & Construções, na proporção de suas participações no capital total da empresa, equipando-a, inclusive, com Conselheiros Independentes. Neste contexto, e dada a composição acionária da empresa, os minoritários poderão vir a ocupar até quatro de cinco assentos no CA.
Inepar: No que Acreditamos
Por Galleas & InvestidoresUm dos maiores atos coragem intelectual dos últimos 100 anos foi o fato de Bertrand Russell, eminente matemático e prêmio Nobel de Literatura, ter publicado o livro “No que Acredito”. Fica como recomendação.
Expor as próprias idéias é expor-se integralmente. É desnudar-se em público.
E de certa forma, guardada a distância adamastórica que separa os personagens, queremos aqui fazer o mesmo, em relação à Inepar e aos seus controladores.
Duas razões para isso:
a) é nosso dever como gestor, e é nosso dever como analista; e
b) entendemos sim que as ações de Inepar sejam uma grande e rara oportunidade para multiplicação do capital investido em bolsa, e queremos alertar nossos clientes e informar nossos cotistas sobre esse racional.
Tão somente isso.
Nunca recebemos 1 centavo de fé da companhia, embora tenhamos feito muito pela empresa, no nosso entendimento. Nosso único incentivo é a apreciação das ações. Detemos, em nossos veículos, aproximadamente 4 milhões de ações e pretendemos nos manter posicionados desta forma por 10 anos ou mais.
Neste contexto, e assim como sempre o foi para este caso, a Galleas e a Empiricus consorciam das mesmas convicções em relação à Inepar.
Não falemos do passado, dos investimentos em Telemar e na Banda B de telefonia, em Celpa e Cemat, da liderança do Projeto Iridium ao estresse de 2001, e na grande recuperação da companhia, porque todos nós, em maior ou menor grau, já conhecemos as glórias e as agruras destes destemidos empresários curitibanos.
Tampouco nos detenhamos excessivamente do desempenho presente da empresa: esperamos que a companhia feche o ano com backlog de R$ 4,4 bilhões, receitas de 1,5 bilhão e margem EBIT de 9%. Entendemos que, para 2011, a companhia ultrapasse os R$ 5 bilhões de backlog. Ponto.
E ainda também não nos delonguemos com os valores a serem destravados pela empresa, pois hoje todos os conhecemos: (1) a reestruturação da dívida com o BNDES, que, no nosso julgamento, está assinado e sai este ano (termos idênticos ao que o BNDES fez com a LLX, inclusive quanto aos mecanismos de bônus); (2) o IPO de IESA e (3) a reestruturação do passivo tributário. Basicamente, é isso.
Confúcio dizia que “aqueles que são sábios não fazem previsões e aqueles que prevêem não são sábios”. Não somos sábios. Talvez sejamos inteligentes, mas definitivamente – digo isso por mim – não sou sábio. O sábio é um homem prudente, e nós não somos prudentes. Somos hungry. Somos foolish. Assim como nos advertiu Steve Jobs. Então, assim sendo, entendemos que a INEP4 fecha o ano acima dos R$ 6,00 e que vale R$ 15,00 se olharmos para os próximos 18 meses.
Falemos do futuro. Falemos do caminho que gostaríamos que a companhia seguisse para desfrutar de seu pleno potencial econômico. Listemos o que está certo. E o que, no nosso entendimento, está errado. Desmontemos os mitos. Parece uma proposta arrogante, mas eu venho estudando essa companhia há 10 anos e não tenho nenhum medo de não estar certo neste tocante.
O que é um mito:
- Que o Atilano é ladrão: ele não é. Você talvez seja mais ladrão do que ele. É honesto. É um gênio. Um dos maiores costuradores de alianças do planeta. Tido por Craig McCaw, fundador da Nextel, como um dos homens que mais entende de telecom no Planeta Terra. Sua fama de ladrão emana de duas vertentes: (a) eles sofreram um grande viés financeiro e quando se “quebra” não se paga as contas e ninguém fica feliz com isso e (b) ele confunde a Inepar com ele mesmo. Já vi ele tomar grana no cheque especial na física para enfiar no caixa da empresa. Possivelmente, deve entender que o caixa da empresa pode servi-lo também. Apenas isso. Aqui, quanto ao caráter e à magnitude dos eventos, não há nada com o que se preocupar;
- Que o Atilano não gosta de sócios e não estuda a venda da empresa: em 2001, ele entregou a empresa aos fundos de pensão, que a devolveram. Ao preço justo, ele vende o controle sim. A um preço talvez mais baixo do que o justo, ele vende parte da companhia para um estratégico importante sim.
O que está certo:
- O Atilano como grande lobista para a companhia, atuando como Presidente do Conselho de Administração. Esse cara é essencial;
- Os Srs. César Romeu Fiedler e Valdir Lima como presidentes da IESA e da IESA Óleo & Gás. São profissionalíssimos. Competentíssimos;
O que está errado:
- A área de RI da empresa. O Sr. Dionísio Leles está isolado aqui em São Paulo. Já me confessou pessoalmente isso: que não se comunica bem com “o pessoal de Araraquara”. Este sujeito é um herói, mas uma área de RI é feita por pessoas, processos e tecnologia. E não de esforços pontuais. É necessário se contratar urgentemente uma FIRB da vida. Fazê-lo em uma semana, não mais tarde do que isso. É preciso contratar 4-5 bons analistas para RI, formado nas melhores universidades do país. Pagar salários acima do mercado para estes profissionais.
- A área administrativa, jurídica e contábil da companhia. Visite a empresa em Curitiba: é menor do que a Galleas! Falta gente! O Manacésar e o Di Marco estão sozinhos lá! Não é possível processarem todas as demandas que a instrução CVM 400 exige para o leilão de sobras em tempo adequado. Se presta ao cômico a falta de recursos desta importante parte da empresa.
- O medo que a IESA tem da INEPAR. IESA, per se, “não existe”. IESA é 100% Inepar. Os executivos da IESA têm problemas existenciais: eles negam que sejam Inepar. Um dos diretores da IESA chegou a falar para mim que “a INEPAR é coisa do Peteco (Jauvenal de Oms, irmão do Atilano) e do Dionísio”. Não é! Com a crise dos últimos 10 anos, é fácil entender o porquê do isolamento: como estratégia de sobrevivência, a IESA “se afastou” da INEPAR. E deu certo! Hoje, em qualquer unidade da empresa, não há uma única caneta ou papel com o timbre “Inepar”: todos com o logo “IESA”. Mas a Inepar não está mais em crise, e é uma companhia totalmente reestruturada sob o ponto de vista operacional, contando com o maior chão de fábrica do hemisfério Sul do Planeta, de 180 mil m2 de área construída, além de expansão, e finalizando seu turnaround financeiro. A IESA não pode comportar-se como uma veterana de guerra! A Guerra acabou e vocês venceram! Recriaram uma empresa cortejada pelo Eike Batista toda a semana! Parabéns! Mas, acabou! É hora dos senhores César e Valdir começarem a atender decentemente o Dionísio. É urgente retirar o Sr. César Fiedler do cargo de diretor de RI. É preciso contratar um diretor de fato e locá-lo em São Paulo. É preciso que este RI seja também um I de Institucionais e não I de Investidores.
- A empresa ainda ter dívida em default. Isso deve ser extinto imediatamente, e ao que me consta é apenas algo como R$ 30 milhões para o IRB. Se for para pagar multa, mora, juros sobre juros e etc. e tal, que se pague. Uma empresa séria não tem dívida de 10 anos defaultada. Desejamos que em 31/12/2010 a empresa esteja completamente limpa. Os sócios da IAP tem dinheiro. O arrendamento do antigo porto Ishibrás (que infelizmente está fora da Inepar. Esta fora e SadeFem dentro. Que azar, hein!) lhes rende R$ 4 milhões por mês. Injetem grana na companhia: paguem estas dívidas. Ou usem o caixa: em 2 anos, aconteceram dois aumentos de capitais, montando em quase R$ 200 milhões (que foram sucessos estrondosos em ano ruim de Bolsa, e vocês, senhores controladores, devem sim esse sucesso, em grande monta, à Galleas). Não deve haver mais aumentos de capitais. Devem sim ser aplicados com sabedoria os recursos já captados.
- O ressentimento do Sr. Jauvenal de Oms em relação ao mercado de capitais. O que aconteceu, aconteceu Peteco! Justifica-se sua raiva e ódio em relação aos fundos de pensão que lhes acompanharam por anos, ausentes, omissos e incompetentes. Seus novos sócios não são assim. Não nos trate como se fôssemos um deles. Estamos aqui para ajudar. Equipe a sua área. Ela está irresponsavelmente desprovida de recursos humanos. O sucesso da Inepar, desta retomada, não é somento do Atilano, não. É teu grande mérito. No ápice da crise, vocês chegaram a dever R$ 4 bilhões, e agora? Talvez um décimo disso, e quem conseguiu tal hercúlea missão: você. Você e o Natal. Jaunenal: você tem conduzido um dos mais bem sucedidos turnarounds de companhia privada da história do Brasil. Orgulhe-se disso. Mas se você nos dispensar o tratamento “fundo de pensão”, nós vamos lhe dispensar o tratamento Daniel Loeb.
O que deve ser feito:
- A holding IENG (Inepar Energia) deve ser extinta após venda da participação de CEMAT ao BNDES, incorporando à Inepar o contrato que a IENG tem com o metrô;
- A holding INET deve ser extinta, ou aproveitada para o IPO de IESA;
- Deve ser feito imediatamente o IPO de IESA no Novo Mercado. Só serve se for no Novo Mercado;
- Deve ser respeitado o movimento dos minoritários. Vocês da Inepar deveriam ter evitado aquele comunicado grosseiro que publicaram no site da Inepar, condenando o artigo no Brasil Econômico. O que os minoritários fazem e farão não é da conta de vocês. Vocês devem dar graças a Deus por terem dezenas de milhares de acionistas que querem o bem da empresa, muitos deles devotando, sem qualquer incentivo especial, mais tempo de seus dias do que o fazem alguns dos sócios controladores. Outra: quando forem escrever algo, caprichem no português. Há 8 erros no texto publicado, começando com a vírgula mal colocada logo no início. Mostrem classe! Respeitem os outros! Não se pronunciem sobre o que não lhes cabe. Se viessem a público, a respeito da matéria, dizer-nos “a empresa está concluindo o processo com o BNDES e está atenta a todas as possibilidades para destravar valor aos acionistas, e agradece aos minoritários que tem devotado tempo e DINHEIRO para nos fazer pensar, nos ajudar”, vocês teriam ganho muito mais. E não nos chamem de idiotas ao afirmarem que “tem tradição em transparência”. Parecemos palhaços para vocês?
O que não deve ser feito:
- Novos aumentos de capitais na Inepar;
- Investimentos fora do core da empresa;
Esta carta é uma Profissão de Fé. Entendemos que Inepar seja a melhor oportunidade hoje para multiplicar seu capital por dez. Talvez a única. Amamos a companhia. Não estamos contra os controladores. Queremos estar ao lado. Queremos e podemos.
IAP: qual é a sua Profissão de Fé?
- Investimentos fora do core da empresa;
Esta carta é uma Profissão de Fé. Entendemos que Inepar seja a melhor oportunidade hoje para multiplicar seu capital por dez. Talvez a única. Amamos a companhia. Não estamos contra os controladores. Queremos estar ao lado. Queremos e podemos.
IAP: qual é a sua Profissão de Fé?
O Atilano Oms Sobrinho é um sujeito que eu admiro, e que eu tenho como uma figura de pai. Honestamente, queria ser como ele. Sinceramente, queria lhe ter o mesmo talento.
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