sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trecho Carta Galleas (Outubro)

Inepar é um caso à parte. Outro dia, ouvi de um cotista que havia cansado do case
de INEP. Humildemente, sugeri que ele resgatasse suas cotas, porque nós não
estamos cansados. Meu palpite é que Inepar vá fechar este ano com uma carteira
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de pedidos de R$ 4,4 bilhões (prazo médio de execução de 3 anos), com receitas
em torno de R$ 1,535 bilhões, extraindo daí uma margem de contribuição de R$ 200
milhões. A partir do ano próximo, tomando mais R$ 2 bilhões de
e R$ 900 milhões para
mineração, siderurgia, hidrelétricos e metroviários, estimamos que, em 2014, a
empresa alcance a marca de R$ 10 bilhões de carteira de pedidos.
A capitalização bursátil de Inepar Indústria e Construções (INEP3/4), a holding, é de
aproximadamente R$ 500 milhões. A empresa tem um endividamento financeiro e
tributário total, trazido a valor presente, de R$ 900 milhões. Não há mais dívida
defaultada.
O passivo financeiro de R$ 450 milhões é todo com o BNDES, e no nosso
julgamento, será completamente reestruturado até o final deste ano. A participação
que a INEP tem via IENG (Inepar Energia) de 35% da CEMAT será tomada pelo
Banco de Desenvolvimento como parte do pagamento e devolvida ao Grupo Rede,
de Jorge Queiroz. O restante do endividamento será refinanciado a TJLP+2,5%. Há
quanto tempo anuncio essa possível reestruturação? Há anos. Quando vai
acontecer? Agora, nas próximas semanas, até o final deste ano. De fato, já é a 15º
parcela de R$ 2 milhões mensais que a Inepar paga ao BNDES, “na confiança”,
decorrente desta engenharia.
O passivo fiscal, inscrito no Refis IV, pode ser totalmente abatido por um título
precatório federal (nascido no Rio de Janeiro) e denominado em libras esterlinas,
avaliados pela Fundação Getúlio Vargas em R$ 1,8 bilhão. Os títulos são autênticos
e válidos, já checamos in loco esta questão, e já começam a pagar coupon em
Londres. Há rumores que o Governo Federal já tenha oferecido a troca da totalidade
destes precatórios pelo abatimento de 40% da dívida fiscal da companhia, o que é
uma boa notícia. Declinaram da proposta, e querem o abatimento integral.
A partir de 2010 entramos na fase final de turnaround do passivo financeiro da
companhia. Se tomarmos a operação da companhia, apartada dos passivos, vale R$
2 bilhões. Este valor pode ser unlock a partir da absorção pela IESA da INET e
listagem da companhia no Novo Mercado. Persistiremos no case. Quem sabe não
repitamos a dose Brasil Ecodiesel sobre a Inepar? Toma tempo, fazer o quê? Uma
vez disse Steve Jobs, da Apple, “levamos três anos para fazer uma versão de um
computador. Se quiséssemos apenas entregar o que os nossos clientes nos
pediram, teríamos levado apenas seis meses, não mais do que isso. Os clientes
estariam satisfeitos. E hoje a Apple estaria morta”.
backlog em pré-salshallow water, já contratadas, além dos projetos de

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