sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Elucubrações acerca do leilão , pelo sócio diegoespanhol

Hipótese(complementação) e Fatos


Considerando que a subscrição foi desenhada para solucionar o problema das debêntures atrasadas, podemos entender que os trâmites foram previamente acordados entre as partes. Assim sendo podemos imaginar um aumento de capital com altos valores para atender os interesses de todos com folga, a saber:

1- debenturistas: se estudarmos a fundo, veremos que temos alguns debenturistas na relação de possíveis conversores. Entre eles é natural que alguns queiram converter as dívidas em caixa e outros queiram converter em capital (tendo em vista o final do processo de reestruturação, perspectivas ou até mandatos para gestão do dinheiro). Por estar previamente acordado, todo o processo se daria entre a empresa, atuais acionistas parceiros e debenturistas. O "mercado" seria secundário nesse item, segundo minha visão;

2- atuais acionistas parceiros: existem acionistas parceiros que já figuram no float de Inepar há anos e tem total interesse em limpar o passivo da empresa. Os ganhos na redução do default, redução da alavancagem e aumento da participação nos consórcios avalizam a realização da operação (é simples assim, mas como seres humanos adoramos buscar explicações complicadas para as coisas);

3- o controlador: a operação de aumento de capital é desenhada de modo a permitir que o controlador consiga manter suas posições (isso explicaria a distribuição em menos ações ON para o controlador e mais ações PN para os debenturistas);

4- acionistas minoritários: poderiam aproveitar para aumentar suas posições e se beneficiar do novo patamar que a empresa alcançará, saindo do default, reduzindo alavancagem e aumentando suas participações em consórcios. Me parece que sempre foi um desejo dos acionistas sair do default e hoje há uma certa discussão sobre como acontece essa saida dos debenturistas. Ora, se a Inepar quer realmente ser "Governança Corporativa" e case de "Reestruturação", deveria prestar um tratamento justo aos debenturistas que desde 1996 estão com esses títulos em mãos. Se alguns aqui estão há 1 ano, 2 anos, etc, o que dirá quem está desde 1996 com os títulos na mão? Muitos debenturistas são bancos, fundos de pensão, corretoras, etc.... Como vamos ganhar o concurso de beleza de Lord Keynes sem o devido tratamento aos jurados (mercado; bancos, fundos de pensão, etc...)?


Não creio em problemas no aumento de capital, no aumento dos alguéis e na cotação. Tudo tem seu preço, "não existe almoço gratis". O preço do almoço é a temporária baixa cotação, a saber:

- como citei em post anterior, já temos R$ 126 milhões (e hj, isso é bastante para a uma empresa que vale cerca de R$ 300 mi em bolsa...que folego!);

- os aluguéis podem atender a interesses de um ou dois debenturistas e as operações são casadas com atuais acionistas parceiros. Eu penso assim, melhor um ex-debeturista com dinheiro e feliz, do que um debenturista falando mal da empresa para todo mundo. Dizem que quem fala bem, fala para 5 e quem fala mal fala para 25!

- e a nós, acionistas, cabe a reflexão: preferimos que a empresa cresça devagar e "pesada" (com default) ou preferimos que resolva a questão definitivamente para poder voar "a lá Usain Bolt"?

Pesquisas mostram que o tempo para se abrir uma simples empresa é de cerca de 8 meses.

Logo é natural que um processo desse porte e complexidade leve algum tempo. Bom que está levando algumas semanas né (a longo prazo estaremos todos mortos).

Hoje o que temos é isso, cotações em baixa e a empresa cada vez melhor:

- cada vez mais acionistas;

- início de reportagens na mídia (valor, exame, barsil economico, etc...);

- site Inepar e Iesa;

- integramos a carteira Small Caps, Tag Along e Industrial;

- aderimos ao Refis;

- negociamos com os debenturistas com ótima adesão (R$ 126 mi até o momento);

- dois aumentos de capital e um desdobramento;

- alugamos o Ishibrás via CDB (IAP + Fator) por 20 anos!!!;

- zeramento da conta prejuízo acumulados e podemos pagar dividendos;

- tag along de 80% para as PN;

- parceiros: fator, galleas, empiricus, Cs-Hg, Socopa, Petros, Citi, Omar Camargo, etc...;

Tento me manter otimista, mesmo com todos as dificuldades.

Os fatos me mantém otimista.

As cotações não, simplesmente porque já comprei tudo o que podia.

Escolha seu lado!

obs: meu texto é somente o que penso. Não são previsões, recomendações ou algo do tipo. Não quero amigos, nem inimigos. Não me odeiem, nem adorem.

Apenas pensem!

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