* O RI da Inepar não deve ser responsabilizado e nem cobrado pelos relatos abaixos , principalmente por serem oriundos de uma reunião informal e passíveis a subjetivismos dos relatantes.
Segue abaixo os relatos da visita na ordem cronológica em que foram publicados :
(Clique em mais informações)
Adgal:
Perspectiva de contratos está maravilhoso, fecharemos o ano tranquilamente com 5 bi de backlog. O driver que está mais próximo a ser resolvido é o da CEMAT com o Grupo Rede, mas ainda sem uma data. O faturamento do ano deve ficar em 1,5 a 1,6 bi.
Referente ao leilão das sobras, realmente a Fator estava sabendo de algo. Esta ocorrera porque a CVM impediu o cancelamento. A informação é que o protocolo estava sendo feito hoje, para dai correr o prazo de 10 dias.
Referente ao RI, o Dionisio está muito confiante na evolução do trabalho de divulgação e aproximação com mercado e midia, colocando num perspectiva de novidades interessantes em não mais que 30 dias.
Referente a política, me parce que a perspectiva de manutenção do poder atual é interessante para todo o setor de fábricas no Brasil.
Agenda de eventos da empresa pronta, deve estar no ar em breve.
Adesão ao N1 encaminhada, o que travou foi a tentativa de mudar as regras feita pela BM&F e um detalhe do Atilano ocupar dois cargos específicos, quando ele só pode estar em um deles.
Demais assuntos discutidos não tiveram novidades, mas creio que os demais participantes da reunião devem passar o que observaram.
Continuo comprado e ainda mais confiante.
Sdss
Adgal
Lembrei de outro apontamento importante:
Dificilmente haverá novas emissões de ações num futuro curto e médio, pois a posição dos acionistas em ONs já está no limite, 51%, assim como a condição financeira dos mesmos para acompanhar novos aportes, segundo o Dionísio.
Esse foi ainda um dos argumentos que fortalece o caminho e a oportunidade de entrada de um novo sócio na Inepar, pois as empresas concorrentes, principalmente da IESA, são de grupos muito fortes financeiramente.
Cuiuta:
Boa noite Pessoal,
Ufa...acabo de chegar em casa. Depois de Inepar fui fazer um HH com amigos e somente agora retornei.
Eu vou lembrando alguns fatos da reuniao e vou relatando aos poucos. Acho q o Adgal já resumiu bem o que foi conversado.Sinceramente, eu sempre fui muito seguro quanto ao meu investimento em Inepar e volto de la mais confiante ainda e louco para ir conhecer a a fabrica que ainda nao tive oportunidade.
Todos que estavam la tbm me passaram compartilhar da mesma opiniao.O forum esta muito atualizado de informaçoes e analises de tudo o que foi falado la. N1 está muito proximo mesmo, tendo somente a ultima pendencia da questao de o Atilano ainda ocupar os dois cargos pelo Adgal comentado. Cemat parece unanimidade que é o driver mais importante para dar uma reviravolta na reestruturação financeira da empresa. A diminuição de despesas financeiras nos exercicios é crucial para termos bons resultados nos proximos exercicios. O cruzamento de negociaçoes entre Inepar, Cemat, Bndes e Grupo Rede, parece que afunilam a cada dia para uma resolução. Vou continuar abaixo...
Em relação ao aumento de capital foram convertidos no total uns 70MM de debentures + dividas c bancos e sobrou mais uns 68MM no caixa da empresa.Realmente, a CVM não vai liberar o cancelamento do leilao de sobras por regras internas e resoluçoes deles, e isso força a Inepar a continuar com o processo para fazer o leilao de sobras e homologar finalmente o aumento de capital.Em 10 dias a CVM vai responder e podemos ter alguma definição sobre datas.
Em relação aos titulos em libra estrelinas de 1927..ficou mais do que claro que eles são realmente válidos, isso é liquido e certo. O que se busca como todos sabem, é a compensação dos mesmos com as dividas tributarias da Inepar. Parece que o proximo passo é ir para o supremo. Não se pode questionar a legitimidade dos mesmos, o que no maximo poderia se contestar é o valor de face deles. Mas os titulos tem laudo da Getulio Vargas e mais uma membro que verificou e deu reconhecimento a correção que esses titulos tem no balanço. Lembrando que eles são sempre equilibrados no Ativo e Passivo pelo metodo de equivalencia. A Inepar tem um documento que até prova a validade desses titulos e no site do BC vc tbm acha algo sobre eles. Em nenhum momento esses titulos tem a intenção de inflar o balanço e sim somente estar la para no futuro compensar o passivo tributario.
A Inepar confidencia tbm que a vontade dos diretores é que a melhor coisa para a futura carteira de pedidos advinda do pre-sal venha de forma mais branda. Não existe ninguem no Brasil preparado para uma avalanche de pedidos do pre sal, sendo assim, uma demanda mais cadenciada e conforme o desenvolvimento dos projetos, é o melhor dos mundos. A empresa consegue assim, desenvolver mais tecnologias e se preparar cada vez mais para atender com eficiencia e qualidade os pedidos.
2009
A TIISA esta realmente ganhando muita coisa no segmento dela, é uma empresa muito "jovem" e ta mordendo o mercado absurdamente. Esta muito bem posicionada, tem boas margens e nos mostra um potencial imenso de crescimento.
O Dionisio tbm nos disse que devemos perceber em 30 dias aproximadamente, o inicio de uma brusca mudança de comunicação da empresa com o mercado. Eles estao se estruturando para isso. Estao focando bastante tabmém na conscientização dos funcionarios das controladas e coligadas sobre governança corporativa. Inclusive alguns cursos serão oferecidos a eles para tentar implantar essa cultura. Eles entendem que o desenvolvimento da area de relacionamento com investidores e a parte de comunicação é muito importante e faz parte do turnaround. A empresa amlpiou muito a base de acionistas minoritarios que já passa de 6.200, e isso se tornou uma obrigação.
Belo monte ainda precisamos ter assinaturas e ai sim saber o que a Andritz ganhou de pedidos. Até por ser ano de eleição isso pode estar demorando. Além das turbinas nessa obra, a inepar equipamentos e montagens tbm pode fornecer outros equipamentos adicionais nessa obra.
Em relação a novo socio e tbm spin off é dito que nada é descartado, mas tbm sem grandes novidades. Podemos ter novas parcerias até mesmo na parte de metroviarios da iesa. Enfim, muita coisa pode acontecer mas nada muito claro nesse momento. Resposta já esperada né.
Em relação a Ieng e inet, estamo bem alinhados no forum com o que nos foi passado. Resolução de cemat, abre grande oportunidade para incorporação da ieng. Não sei a ordem dessa incorporação, se vai antes ou depois da venda de cemat. Mas é claro que o impairment que foi feito tbm dá melhores condições para uma incorporação.Inet é algo que tbm parece estar com dias contados, mas tbm sem definição ainda.Ou seja, sem mtas novidades nesse quesito.
Dionisio falou mtas vezes que a Inepar tem pouca cultura de mercado de capitais e isso tudo dificulta ainda muito a agilidade das melhorias. Inepar/Iesa é uma empresa de engenheiros mesmo. O Dionisio é um cara super bacana, muito competente e de mercado. Ele esta tentando levar cultura do mercado de capitais para dentro da empresa. Segundo ele, tinha diretor até que perguntou o que era um FR? Ou seja, tem um caminho grande ainda a percorrer, mas é muito claro o foco e o grande esforço que está sendo feita nesse sentido.
Concluindo:
Continuo muito convicto, acompanhando e tranquilo que o caminho do Brasil são somente 2.
Ou investe em infra-estrutura, ou investe em infra-estrutura.
Volto da empresa ainda mais certo que a paciencia é nosso maior aliado nesse momento e que o turnaround é obsessão na cabeça dos controladores.
Como planejado, vou continuar acionista da empresa por muito tempo e estar presente para ver o sucesso desse processo e futura consolidação da Cia.
Abs
Diolho
A todos,
Primeiramente gostaria de agradecer ao Dionisio e Jair por nos concederem essa oportunidade, fomos todos muito bem recepcionados e atendidos.
A reunião começou com o assunto da capitalização da Inepar, de início foi dada a notícia de que o leilão de sobras das sobras terá que acontecer, já que a CVM não autoriza o cancelamento através desse meio, sendo assim as 3MM de ações irão a leilão dentro de alguns dias, vale lembrar que caso não tenha demanda suficiente para esse lote durante o leilão a Inepar pode cancelar o que sobrar ou até o mesmo o lote inteiro.
A empresa está surpresa com o apetite dos investidores pelo fato de terem subscrito algo próximo de 60 milhões, ao que parece eles não contavam com essa forte participação do minoritário, só para voces terem uma idéia a Inepar possuia ha 18 meses apenas 2400 acionistas, sendo que aproximadamente 1200 possuiam menos de 100 ações, hoje já temos 6400 acionistas.
Se tratando de governança corporativa, a empresa está no caminho correto, o Atilano está convicito e decidido de que esse é o caminho, com isso solicitou ao Dionisio que lutasse para que a Inepar se tornasse um exemplo nesse sentido, como sabemos muita coisa já aconteceu e muitas novidades estão por vir, ao que tudo indica a Inepar deve adotar o N1 em breve, pois o Atilano se propos a desocupar uma das cadeiras de conselho e a agenda de eventos está pronta. Nesse instante fui muito contundente ao dizer para o Jair sobre a necessidade de se ter uma agenda de eventos, logo percebi que essa era uma opinião compartilhada por ele também, inclusive o Jair se trata do responsável por elaborar e cordenar essa agenda.
Entrando no mérito dos contratos assinados e divulgação para o mercado, o Dionisio disse com muita conviccção de que em 30 dias teremos uma mudança drástica nesse sentido, já que a Inepar contratou uma empresa de marketing com altissímo gabarito. Tanto o Dionisio quanto o Jair concordaram piamente sobre a importancia de se divulgar esses eventos através dos FR's. Eu diria que essa foi a maior surpresa da reunião, pelo que nos foi dito a mudança será radical, essa empresa contratada será muito importante nesse processo, já que muitos diretores da Inepar não sabem do que se trata um FR, muito menos governança corporativa.
Falando de contratos, a Inepar participará do forcecimento das turbinas para Belo Monte através da subsidiária AHI, não tivemos um anuncio sobre isso, pois o contrato de Belo Monte não foi assinado, inclusive a Andritz enviou do Canadá dois tornos gigantescos para a produção de turbinas com o mais alto nível de tecnologia, em contrapartida a Iesa entrará atuando mais fortemente na instalação dessas turbinas, compensando assim o investimento da Andritz dentro a JV.
Vale lembrar que em Belo Monte poderemos ter mais um contrato, envolvendo a Iesa no fornecimento de acessórios hidromecanicos como por exemplo as palhetas, a Inepar está muito animada com essa subsidiária, já que existem muitas hidrelétricas precisando de reparos lá fora, inclusive nos EUA. Não se esquecam de que a Inepar já atuou lá fora algumas vezes, participamos até da maior hidreletrica do mundo, Tres Gargantas.
Embalados no assunto das subsidiárias, conversamos sobre a mais nova e punjante empresa da Inepar, TIISA, só para voces terem uma idéia a Tiisa ocupava os dois andares pertencentes a Inepar no prédio onde estávamos, como a empresa cresceu muito, acabou sendo obrigada a se transferir para outro prédio, ocupando agora 5 andares. Nessa transferencia a holding Inepar decidiu ficar com os dois andares ocupados anteriormente pela Tiisa, local onde a reunião aconteceu.
Durante a reunião foi discutido amplamente sobre a reestruturação da divida da Inepar, hoje temos algo próximo de 900 milhões em divadas (excluindo o Refis), dentro desse montante 500 milhões é BNDES, a entrega da Cemat entra como troca por parte dessa divida com o BNDES, obviamente dentro de uma negocição o comprador quer pagar mais barato e o vendedor quer vender mais caro, por isso ainda não obtivemos um resultado final dessa negociação, mas ao que tudo indica podemos estar próximo do fim, alguns passos já foram dados dentro do Grupo Rede, como por exemplo a diminuição da participação do BNDES no capital da empresa, senão me engano em 12%. Esse trata de um negócio muito complexo, pois envolve várias empresas e se trata de um negócio grande e altamente alavancado, mas o que importa mesmo é que temos um ativo capaz de se transformar em moeda de troca para abater boa parte da nossa divida, na minha opinião pessoal podemos abater até uns 300 milhões de divida nessa negociação.
O restante da dívida da Inepar com o BNDES já esta sendo paga, através de pagamentos mensais, como uma espécie de acordo de cavalheiros, sendo assim eu não me preocuparia com esse montante da divida.
Após a entrega da Cemat, poderiamos ter uma incorporação dos outros ativos da Ieng, como por exemplo a licença de cubatão, esses ativos poderiam entrar dentro da holding Inepar, inclusive são ativos valiosos e capazes de gerar lucros.
Se tratando da Inet, como já sabemos essa se trata do resquicio do projeto Iriduim, não possuindo ativos e com uma divida de apenas 20 milhões, a empresa ainda não tem uma saída final para essa encrenca.
A respeito dos titulos em posse da Inepar, não fica duvidas sobre a legitimidade dos mesmos, são titulos reconhecidos pelo BC, inclusive isso consta no site do mesmo. Esses titulos se encontram no balanço por dois motivos, primeiro para que possam ser utilizados como troca das dividas tributárias e segundo como uma espécie de cheque calção em cartórios que exigem da Inepar algum lastro para que a mesma possa participar de licitações. A unica coisa que poderia ser questionada de fato, seria o valor real desses titulos, a Inepar tem adotado um ágio proposto por duas instituições, inclusive uma delas se trata da FGV, por isso temos um receita trimestral em decorrencia desses titulos. A empresa não só pode, mas deve fazer essa atualização do valor dos titulos, pois em contrapartida os débitos fiscais são corrigidos da mesma maneira.
No momento a Inepar se encontra brigando na justiça para que possa utilizar esses titulos como moeda de troca no sentido de abater as dividas fiscais, sendo asssim a unica preocupação que fica se trata do valor que a justiça irá reconhecer esses titulos, caso a avaliação da justiça se de num montante menor que o valor contabilizado, teriamos um impairment desse ativo.
Em suma, eu diria que a reunião foi muito positiva, a Inepar se encontra no caminho correto, todos estão trabalhando para que a reestruturação termine e que a empresa possa se tornar um exemplo de governança corporativa. Particularmente, a idéia que fica é de que muita coisa boa nos espera, principalmente no ano de 2011, pois nesse ano é esperado o fim da reestruturação e a assinatura de vários contratos, tanto na área de Oleo e Gás como na área de infraestrutura.
Por final peço desculpas aos sócios por ter partido da reunião sem me despedir, eu estava preocupado com a possibilidade de perder meu voo.
Grande abraço a todos, volto na terça.
(citação: batagp
Na reunião foi comentado alguma coisa sobre distribuição de dividendos?
Abs.)
R- Muito pertinente a pergunta!!!!
De fato foi comentado sim, o Dionisio disse no inicio da reunião que o zeramento do capital social tinha como fim o pagamento de dividendos, fiquei surpreso nesse instante, pois eu não esperava ele falar isso!!!!
Naxsm:
Primeiramente parabéns ao Diolho pela iniciativa e a todos sócios que agregaram muito nas discussões levantadas na reunião de sexta.
Caique,
Percebi que postou algo sobre a IBRAFEM, aproveito para apresentar o q foi comentado na reunião:
Foi relatado pelo Dionisio que essa divisão pode apresentar um futuro potencial de demanda tendo em vista a enorme necessidade na transmissão da energia gerada nas 3 hidroelétricas que estão sendo contruidas no norte do Brasi (Santo Antonio, Jirau e Belo Monte), toda essas linhas de transmissão até a região consumidora (SUDESTE) demandariam um montante enorme de torres metálicas que estão dentro do escopo de fabricação da Ibrafen, logo ele ve uma possível e potencial carteira nesse segmento.
No entanto, destacou que esse segmento não é o principal foco da INEPAR, mas pode representar um incremento na carteira.
Esse seria um segmento interessante caso essa demanda se confirmasse e na minha opinião vai se confirmar. Tenho dois amigos engenheiros que estão trabalhando nessas hidroelétricas e em conversa com eles nesse fim de semana pude confirmar que as obras estão em ritmo acelerado, logo a transmissão dessa energia deverá ser contratada num futuro próximo.
Caso alguém que participou da reunião tiver algum complemento quanto a essa questão favor complementar.
Quarta-feira prometo apontar mais alguns assuntos relevantes tratados na reunião.
Abraços
Vagsoli
Segue o que anotei na reunião:
- Dionisio está na Inepar faz 1,5 anos e começou do zero, a determinação para que a Inepar foque na melhora de sua relação com o mercado, através do RI, partiu do Atilano e do Peteco (irmão do Atilano);
- O Dionisio enfrenta uma resistência grande dentro da holding em agrupar todos em torno do nome Inepar, citou como exemplo que na IESA, todos só fala em Iesa, o foco lá é Iesa e não em Inepar e isto tambem acontece com as outras empresas da Holding.
Para se ter uma idéia, aquele FR do investimento de R$ 30 MM da Iesa no sul, saiu direto da Iesa Oleo&Gás do RJ, sem passar pelo RI.
- A boa noticia é que o Atilano está empenhado pessoalmente em fortalecer o nome Inepar no grupo e no mercado, isto me surpreendeu pois muitos de nós achavamos que a idéia era fortalecer o nome IESA e no futuro até termos somente IESA.
Mas não, o Atilano considera o nome INEPAR mais forte e quer trabalhar para isso.
- Para tanto serão feitas reuniões futuramente (breve) com todos os representantes das empresas da holding, com a presença do Atilano, no escritório de São Paulo, afim de melhorar a sintonia entre todos e a relação com o mercado.
- Foi contratada pela Inepar a empresa News Day que já presta serviço de assessoria de imprensa para a Iesa Oleo & Gás no RJ, e é considerada muito boa, ela ajudará na melhora do site e segundo o Dionisio em aprox 30 dias ou mais, já sentiremos mudanças "drásticas" na divulgação de FRs, comunicados ao mercado e noticias na midia.
No seu projeto futuro tambem teriamos um porta voz da empresa, unico, que seria um depto de Relações Institucionais.
Esta é primeira parte, vou postar em partes para não me perder.
- Com relação a subscrição está sendo um sucesso, foram convertidos aprox. R$ 70 MM de debentures, inclusive aquela prorrogação foi feita pois o BNDES converteu no ultimo minuto pouco mais de R$ 10MM em debentures (2ª emissão, salve engano), o que foi considerado um bom sinal pela Inepar. Sobraram aprox R$ 30 MM de debentures não convertidas, sendo que destas R$ 15 MM "estão em casa" (tesouraria e empresas do grupo), R$ 9 MM com o Santander, R$ 3 MM "picados" e o restante com fundos do BB, tudo valores aproximados.
- Entrou R$ 68 MM em caixa e sobraram R$ 13 MM que serão leiloados em breve.
- Com relação ao passivo temos um total de R$ 900 MM, sendo só com o BNDES aprox. R$ 540 MM (incluindo aquelas debentures de R$ 155 MM), esta resolução passa pela Cemat e Grupo Rede (já bastante discutido aqui). Existe um pré contrato desde a epoca da venda da Celpa e a Inepar paga anualmente aprox R$ 25MM de juros/ano por esta divida e o mesmo só não foi assinado ainda pelas diversas mudanças de diretorias no BNDES/burocracia interna e pelo Bndes já estar muito alavancado no Grupo Rede, não pode assumir agora mais o valor da Cemat, de qualquer forma, esperam um solução até o final deste ano.
- Pelo que entendi a questão da IENG só será resolvida após a Cemat/Bndes, pois fora a Cemat a Ieng tem um contrato de longo prazo em Cubatão/Metro de São Paulo que rende aprox R$ 3 MM mensais.
- A Inet deverá ser fechada, porem não disse quando.
- Com relação aos Titulos Federais, já foi amplamente discutido aqui, só quero acrescentar que segundo o Jair estes titulos foram adquiridos como uma forma na época da Inepar voltar a participar de licitações, para não quebrar, pois naquele periodo várias empresas grandes estavam quebradas, em função de crises, planos econômicos mal sucedidos, etc, citou a Villares, pois o Jair trabalhou lá, e várias buscaram refugios nestes titulos, porem a maioria dos titulos foram considerados "podres", os da Inepar não, ficou provado que eram "quentes", inclusive muitas empresas na epoca procuraram a Inepar para descobrir o "caminho das pedras", cito isto, para dizer que não existe nenhuma "sacanagem" ou desonestidade por parte do Atilano, apenas um empresário querendo trabalhar, dar emprego e prosperar com sua empresa
Obs: O Dionisio acredita que isto só será decidido pelo Supremo, portanto ainda levará muito tempo (até lá podemos ter algo novo a respeito disto no judiciário), alem disso como tem "pouco" destes titulos válidos no Brasil, isto pode contar a favor da Inepar, pois não representa muito ao Estado e pelo sim, pelo não, a Inepar aderiu ao Refis e vai pagando estas dividas ao longo de 15 anos.
- Alem disto o Daniel do Conselho Fiscal sugeriu e parece que foi aceito que nos próximos balanços sejam incluidas atualizações sobre este assunto, uma vez que o texto que está lá, é antigo e só é repitido a anos.
Vamos lá, mais um pouco:
- Com relação ao contrato de Belo Monte eles acreditam que não foi assinado ainda por questões politicas, pois talvez haverá mudanças na Diretoria, mas pelo que entendi a Andritz-Inepar terá uma parte de 5.400 BI, não se sabe quanto ainda e o Dionisio citou que a IESA disputará tambem a parte de hidromecanica que somos muito fortes e temos estrutura para isso, se entendi bem, só ai eles projetam gastos totais de + 4 BI.
- A Innovida não foi muito citada, só falaram que entraram pois o investimento é pequeno (não disse quanto) e a perspectiva de retorno é grande.
- Com relação a Ibrafem que a Inepar detem 26%, sendo o restante do Fator, os prejuizos até agora, na visão do Dionisio, se deve a uma disputa societária na Fator e devem já estar estancados nos próximos balanços, mas a Inepar ainda tem muito interesse nesta área que tem um potencial grande de crescimento.
- Outro setor muito promissor e que não para de crescer, graças aos bandidos e vandalos (infelizmente), é o setor metroferroviário, onde a Iesa tem um amplo galpão só para reformas e reparos em trens, e somos especialistas nisto, inclusive com tecnicas próprias/exclusivas, o que tem gerado a procura de investidores só para esta área.
- Comentaram sobre o terreno que já temos em São Vicente/Santos que já conta com alguns maquinários caros, na faixa de R$ 3 MM cada, tudo já para atender o pré-sal, mencionou tambem que este seria mais um item passivel de FR.
- No final da reunião perguntei ao Dionisio o que a empresa credita este valor ainda pequeno em bolsa, comparando com Lupa e OSX por exemplo. Ele disse que o Galleas e outro fundo, citou o nome mais não lembro, entendi que é daquele Coreano, tinham aprox 20% da Inepar cada um , um percentual absurdo para ele e que no auge da crise foram obrigados a desmontar posição, levando a cotação de R$ 48,00 para R$ 12,00 aprox, antes do split.
- Disse tambem que foram procurados por uma Asset que propôs o chamado Spin Off na Iesa e que nós acionistas da Inepar receberiamos um "bonus" em ações da Iesa (não disse quanto, mas entendi que não seria 1 X 1), porem os valores foram considerados muito baixos pela Diretoria que considerou o valor pequeno pois acreditam que a empresa que eles estão construindo a aprox 14 anos vale muito mais, portanto não deu certo.
Obs: Eu comentei que se o valor das ações da Inepar subissem esta possibilidade aumentaria, ele acha que sim.
Pessoal é isto que anotei,se lembrar mais posto depois, se algum presente quiser me corrigir ou acrescentar, fique a vontade.
No mais gostei do Dionisio, do Jair (tipico contador) e tambem da presença do Daniel representando o Conselho Fiscal da empresa e é claro da participação de todos os sócios.
Gostei tambem dos brindes (Iesa), unica coisa Inepar é o cartão do Dionisio, só faltou um Whisky pra relaxar um pouco e internet movel no meu Laptop, pois depois fiquei 2:15 horas em um taxi para ir a Zona Norte, daria tempo de ter postado isto tudo e mais um pouco naquele dia mesmo.
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