O Começo de Tudo em Inepar: HOJE
Por Marcos Elias
Este não é um texto técnico nem completo sobre o balanço divulgado pela Inepar ontem à noite. São apenas poucas linhas sobre o futuro da empresa, e sobre o nosso futuro, como gestores de ações, na empresa.
Eu, individualmente, ou revestido da instituição que me abrigava, venho investindo nos papéis da companhia desde 1997. Timing equivocado? Olhando para trás, é fácil concluir que sim. Mas este é um problema só meu. Paguei caríssimo por isso. Eu me tornei a Inepar por todos estes anos, em um processo de catarse e mimese enlouquecedor. Mas este não é um problema da Inepar, nem de novos investidores.
Embora tenha ficado “detrás das grades” por estes 14 anos, quero revelar aqui que é a partir de hoje que nossos grandes esforços e alocação de recursos junto à companhia começarão. Hoje trata-se de um começo e não de um fim.
E por quê?
A vida de Inepar junto aos investidores institucionais, e de fato, no mercado de capitais, começa hoje. Hoje um private equity sério, uma fundação ou uma asset podem aportar ½ bilhão de US$ nesta companhia. Antes disso, estávamos à margem, vivíamos de forma clandestina.
O que mudou de ontem para hoje: (meus números não batem necessariamente com os números da equipe de research da Empiricus. Neste caso específico, “eu sou mais eu”).
- Os títulos “podres” de Inepar foram precificados a mercado por R$ 1bilhão. 15% destes títulos foram usados para a Inepar, 15% de um estaleiro cujo VPL do arrendamento para a Petro é de R$ 1 bilhão;
- Tendo apresentado uma prova cabal do valor de fato destes títulos (ou você acredita nisso ou você acredita que os controladores doaram R$ 150 milhões para a companhia), a empresa passa a não ter mais passivo fiscal, posto que tem títulos que excedem R$ 850 milhões para compensação de dívidas, e VPL de dívidas fiscais de R$ 400 milhões;
- BNDES resolvido. Capital de giro para crescer. E um duplo efeito: livra a companhia das fianças bancárias caríssimas e aumenta suas margens operacionais nas formações dos consórcios (antes a Inep executava mais obra e ficava com menos pagamento por conta de não apresentar as garantias necessárias, tendo que ser coberta por uma Queiroz Galvão da vida);
- Zero de default;
- Receitas de R$ 1,6b com margem operacional crescente, e carteira de R$ 5b, diversificada de óleo, inclusive (tendo entrado R$ 1,022b em hidro);
- Adesão ao N1 + tag-along de 80%;
- Dividendos, que honram as preferenciais e os preferencialistas;
Nossos esforços começam agora. 100% do foco da área de estruturação de deals da Empiricus-Galleas (gestão) estarão focados, neste ano, a desenvolver negócios de envergadura institucional com a companhia.
Minha intenção é ter pelo menos 10% do capital total uma empresa que pode, em poucos anos, ser uma Andrade Gutierrez, e a maior EPCista brasileira. A maior beneficiária do capex de Petrobrás, para um superciclo de óleo no Atlântico Sul de 20 anos. Um backlog de R$ 10 bilhões é prato dado para a companhia em dois anos, se tiver financing arms.
Como asset, nossa intenção é de participar do dia a dia da companhia. É dispor, à companhia, os recursos dos mais reputados private equity houses do mundo. Buscar top-notch executives para comporem-se com o Valdir e o César.
É suceder, entrando pelas vias de mercado, o legado idealizado pelo Atilano Oms Sobrinho.
Você não acredita em mim? Relaxe! O Sonho de um Gulfstream G550 é meu e não teu.
http://www.blogempiricus.blogspot.com/
kkkkkk
ResponderExcluir"Embora tenha ficado “detrás das grades” por estes 14 anos,"
ResponderExcluirFoi profético, Marcus Elias.
Você não acredita em mim? Relaxe! O Sonho de um Gulfstream G550 é meu e não teu.
ResponderExcluirDia da postagem: Primeiro de Abril. Simbólico.
ResponderExcluirDetrás das grades ficou sem aspas.