Por Marcos Elias
Após ter recomprado parte do estaleiro, resolvido suas pendências com o BNDES, liquidada a dívida defaultada, tendo sido integrada ao N1 com Tag, e em vista dos vigorosos operacionais, o que esperar de INEPAR para os próximos meses?
Faço aqui uma lista daquilo que entendo que será cumprido até 31/12/2011:
- Integração dos 35% do capital da CDB restantes (estaleiro), hoje detidos para dentro
da IESA, utilizando como troca entre IAP e IESA, assim como aconteceu neste TRI, títulos da dívida externa;
- Extinção de holdings Energia e Telecom, a serviço do Cantidiano;
- Compensação da totalidade da dívida fiscal com títulos da dívida externa. Estivemos
em Brasília e Curitiba estudando e investigando a compra destes títulos: são líquidos, valem a mercado 50-60% do valor calculado, e já há inúmeros casos de certidões negativas de débitos alcançados através do pagamento com estes papéis;
- Anúncio oficial de preparação de IESA para IPO, antecedida de troca de ações de INEP por IESA. Subsequente extinção de INEP;
Do lado operacional, podemos esperar joint-venture para prospecção de óleo & gás
em águas ultra-profundas com empresa de engenharia líder mundial no setor, sediada
na Europa Setentrional. Anúncio de JV com Mitsubishi para trem-bala.
Números em regime permanente: R$ 7B de backlog, para R$ 2 B de receitas e R$250MM de EBITDA. Entretanto, esperamos capex para expansão da capacidade, inclusive em Araraquara. Eventual aquisição das plantas operacionais de Bardella em Guarulhos, Sorocaba e Norte do país são uma possibilidade, dada a vontade dos controladores atuais de INEP gross-up business e questões de desmontagem para sucessão no caso Bardella. Guidance de EBITDA para IPO de IESA deveria mirar EBITDA de R$ 500MM.
No demais, entendemos que float convergirá para institucionais.
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