sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aumento de Capital - Parte 1 ( Processo geral)

Para começar a analisar futuro aumento de capital da Inepar temos que nos ater, primeiramente, ao processo , que se dará da seguinte forma:

Para cada 100 ações INEP4 que você detinha antes do dia 26 de julho , receberá 43,36 direitos de subscrição de INEP4 ao valor de R$ 4,69 por ação.

Para cada 100 ações INEP3 que você detinha antes do dia 26 de julho, receberá 19,41 direitos de subscrição de INEP3 +  23,94 direitos de subscrição pelo mesmo valor acima.

Esses direitos podem ser vendidos no mercado pelo preço de momento , que deverá ser aproximadamente ( cotação da hora - 4,69 reais). É importante lembrar que esses direitos não são um "bônus" , e sim uma compensação pela diluição que o acionista passará caso não exerça o seu direito de subscrever.

Para subscrição dessas ações , você deverá deter esses direitos em custódia (INEP1 e/ou INEP2 , dependendo do tipo de ação ON e PN) no dia 27 de agosto, além do dinheiro necessário para subscrever . É importante ressaltar também que na maioria dos casos , é preciso avisar a sua corretora ou banco que você tem o interesse em subscrever. Caso você não exerça seu direito de subscrever , nem venda seus direitos no mercado , estes irão virar "pó" depois do dia 27 . Então , cuidado!

Caso opte em subscrever , no dia 30 de agosto você receberá um novo recibo ( provavelmente INEP9 e/ou INEP10 , dependendo novamente se subscreveu ON e/ou PN). Estes recibos poderão ser comercializados também , e seua preços deverão ser semelhantes ao valor de mercado dos recibos INEP3 e INEP4. Depois de terminado todo o processo , esses recibos irão se converter em INEP3 e/ou INEP4.

Esse aumento de capital será um pouco diferente do usual , pois além de poder usar dinheiro para subscrição , os detentores de debêntures da 2a e 3a emissão e de "créditos aceitos para integralização" ( provavelmente são os credores de alguns empréstimos vencidos) poderão utilizar o valor desses créditos para subscrição. Porém esses credores não tem preferência para uso de tais créditos e só poderão converter esses créditos em ações se já possuírem recibos de Inepar ,  ou se comprarem os direitos de subscrição no mercado. Para estes , o prazo máximo será até dia 25 (  vale a pena ficar de olho nesse movimento , pois pode representar um upside de CP nos recibos de direito de subscrição e, consequentemente , na ação).

Segue uma tabela feita pelo sócio diegoespanhol para ajudar nas datas :

Agenda do Aumento de Capital - INEPAR:


21/07 - Aviso

23/07 - Reunião

26/07 - Ex Subscrição

29/07 a 27/08 - Exercício do Direito*

30/07 a 20/08 - Negociação do Direito*

30/08 - Liberação dos Recibos** para negociação

03/09 - Aviso das Sobras

08/09 - Exercício das Sobras

*Direito = Inep1 (para INEP3) e Inep2 (para INEP4)

**Recibo = provavelmente Inep9 (para INEP3) e Inep10 (para INEP4)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Importantíssimo relato do sócio Xandislau , sobre a apresentação do Atilano no Evento Empiricus

Sobre o evento de ontem.... Depois de contar a história toda do grupo e de seus erros do passado, ele mencionou:


1-que o estaleiro ex Ishibras foi arrendado para Petrobrás ( isso já sabiamos)

2- que 100 mil m2 do estaleiro ficarão para a inepar para prestar serviços a Petro(isso especulávamos, mas agora ouvimos da boca dele)

3- que semana passada eles fecharam um mega contrato de 20 anos com a Petro para manutenção e prestação de serviços a Plataformas no Ishibras, tendo assim um "cliente cativo" como vizinho

4- que a relação com a Petro é muito boa, e eles o ajudaram muito na época que a empresa estava na lama

5- que a demanda está absurda e eles estão tomando muito cuidado para não cometer os mesmos erros do passado

6- que a carteira de pedidos já está em 5 bi.

7- que a area de oléo e gás já compreende 65% da carteira

8- que o consórcio q eles participavam em Belo Monte perdeu, mas fizeram novas composiçoes e estão dentro de novo.

9- Elogiou o Bndes (parece que estão com um bom relacionameto e financiando o crescimento de novos projetos)

10- disse que têm um planejamento para sanar os esqueletos do balanço até o meio de 2011

11- participarão da concorrência do trem bala



Que me lembre é isso. Achei ele uma pessoa simples. Não contou vantagens, aliás contou bastante os fracassos e o que quase levou a empresa a bancarrota. Disse que no auge da crise ficou 11 meses atrasando salários dos funcionários e foi a maior vergonha de sua vida. Em suma.... pareceu uma pessoa gente fina. Tive uma boa impressão.
 
* data do comentário -  1 de julho 2010

Comentário do sócio Kimez : Ganho sobre débitos tributários decadentes

"Neste trimestre efetuamos o reconhecimento de aproximadamente R$ 11 milhões, lançadas na rubrica de outras receitas e despesas operacionais referentes a diversos débitos tributários, em função do reconhecimento pela Receita Federal do Brasil de decadência de vários períodos, e que foram reconhecidos nos balanços de exercícios anteriores."




A Receita Federal tem reconhecido administrativamente Decadência quinquenal de tributos previdenciários devidos. A súmula 8 do Supremo mudou o período decadencial, de 10 para 5 anos.



Isto quer dizer que qualquer débito lançado após 5 anos do fato gerador vai ser extinto. Creio que INEPAR tenha débito nessa situação em discussão judicial. Se tiver, é ganho líquido e certo.
 
 
 
* Referente ao 1o tri  . Vamos ver se não se repetem nos próximos ....

Visão interessante de como se antecipar ao mercado , do sócio caique

(complementando meu post anterior - sobre preço justo)




Desde que comecei a ganhar dinheiro (de verdade) em bolsa, eu parei de analisar como 95% do mercado faz. O mercado costuma olhar as fotos do passado (últimos balanços) para tentar encontrar o "preço justo" do papel (cada um com sua técnica: valuation, análise de risco, performance, etc), porém, apesar de cada um usar uma técnica ligeiramente diferente, todos encontram valores "justos" muito parecidos (pois estão olhando as mesmas fotos) - a diferença é que dá um pequeno balanço de compra e venda no mercado... estas pequenas variações, dão pequenos retornos.... eu sai desta faz algum tempo. Para ganhar dinheiro, vc não pode seguir a maioria.

Eu procuro meu preço justo de forma diferente... eu procuro empresas que me deêm pistas de como serão os balanços no futuro... assim posso me antecipar a 95% do mercado. E sabendo como o mercado trabalha, posso projetar como estará a cotação no futuro próximo (como 95% do mercado passará a analisar a empresa).



Não vou me adentrar aqui nos predicados futuros da INEPAR... resumindo: a empresa está reestruturando a dívida defaultada, está sendo sondada por alguns grandes fundos de investimentos que querem entrar no equity da IESA O&G, adotará o novo mercado (vou falar em outro post disso) e possui uma enorme carteira de pedidos, a qual ainda não está se refletida no balanço, pois os projetos são longos (média de uns 3 anos, conforme último webcast) e a carteira vem crescendo muito forte... ou seja, o balanço atual está refletindo a carteira de pedidos de 3 anos atrás.



Daqui a algum tempo, quando estes acontecimentos que citei forem realizados, 95% do mercado estará olhando as fotos (balanços anteriores) e passará a precificar a empresa de forma diferente.



Muitos investidores não percebem que ao menos em INEPAR, está acompanhado apenas de de 5% (ou menos) do mercado e fica angustiado porque a cotação não está refletindo o "preço justo" que ele enxerga... compra-se INEPAR agora buscando um upside forte, porém longo (nos próximos 2 anos) e duradouro (com foco nos segmentos que mais prometem no Brasil, isso aqui vai continuar a melhorar por uns 10 anos) ...

Tabela feita pelo Buric sobre impacto da renegociação das Debêntures

Fiz uma tabelinha para ajudar os amigos a entender os impactos. Juros reduzidos entre 60% e 70% nessas duas emissões.




Somente essa queda de juros traz R$ 8MM em lucro em um ano. Sem contar a amortização do principal que irá acontecendo mês a mês no caso da 3a emissão e integral da 4a emissão em 2/5/10.

Texto sobre turnaround e endividamento (1o tri 2010)

Snadrex e Edrons4 ,




ao meu ver a empresa está bem descontada em bolsa por 2 motivos :



1) Problema da falta de transparência / Passado turbulento

Se vocês estudarem o passado da empresa , verão que ela teve grandes problemas ,principalmente, pela falta de foco dos controladores.Eles fizeram apostas erradas em projetos grandes e acabaram com uma grande dívida e projetos fracassados. Este problema já está superado definitivamente, porém pode haver alguma ressalva do mercado quanto a isto. Hoje temos uma empresa com foco e que caminha para se tornar apenas IESA ( desativação da INET e posteriormente incorporação da Inepar Energia).



O problema da falta de transparência está sendo resolvido. Os balanços começam a sair agora de uma forma , digamos , mais acessível e compreensível.Estamos caminhando para adesão ao N1 (e posteriormente ao Novo Mercado) , além da criação de novos sites com uma área de RI funcional ( o departamento de RI - também conhecido como Dionísio- é relativamente novo e está se adaptando ainda a nova realidade da empresa).



2) Problema principal - o da dívida. Olhando os balanços , vemos que grande parte da dívida vence em curto prazo. Isto não significa necessariamente que estas dívidas vão vencer em curto prazo e sim que grande parte dela já está vencida. Não é novidade nenhuma que a empresa tem problemas para solucionar esta dívida relativamente alta . Entretanto ,aos poucos, ela está conseguindo reestruturar a mesma. Hoje a nossa dívida total está divida assim:



- I) Empréstimos e Financiamentos:

780 milhões reais ( 715 moeda nacional - 65 em dólar)



Destes , 535 mi estão vencidos e 145 mi vencem em 2010.

Destes vencidos , a dívida com o BNDES deve girar em torno de 400 milhões (não tenho os números atualizados , se alguém souber me informar ficaria grato). A dívida com o BNDES é , com certeza , a menos preocupante. Com toda a política do BNDES de ser um braço das empresas de infraestrutura , principalmente as que são próximas de estatais - nosso caso , vide grande aproximação com a Petrobrás - podemos ficar tranquilos quanto a cobrança dessa dívida e quanto a juros abusivos.

Vale lembrar que nosso caixa ainda não está bem equacionado , portanto será normal acompanharmos um leve aumento de endividamente no curto prazo ainda.



Só para citar como exemplo , no último tri captamos 80 mi em empréstimo ao passo que pagamos 56 mi ( + 4 mi de juros).Enfim , esta parte da dívida está subindo ainda , porém nada muito preocupante , levando em conta ainda que grande parte dos empréstimos que entram são para capital de giro.



- II) Debêntures



A Inepar não tem planos de emitir mais debêntures (pelo menos no curto prazo), portanto a tendência dessa dívida é diminuir. Grande parte dessas debêntures estão vencidas.Entretanto recentemente a empresa conseguiu se acertar com grande parte dos debênturistas para prazos maiores e juros menores , impactando menos o caixa e dando uma boa reestruturada na dívida. Por cima , devemos ter hoje uma dívida relativa às debêntures na casa dos 200 milhões.



O maior empecilho neste caso são as debêntures da Primeira Emissão da Inepar Equipamentos e Montagens. Elas se encontram totalmente vencidas e representam um saldo de 150 milhões e estão sendo corrigidas a uma taxa de 11~12 % ano. O último relatório sobre essas debêntures que achei foram de 2005 , porém não falava nada sobre os detentores dessas debêntures. Nas notas do balanço da Inepar Equip.e Mont. está escrito "A Diretoria da Inepar está finalizando as negociações com debênturistas para estabelecer novas taxas e prazos de pagamento". Dado os movimentos recentes da empresa , devemos ter novidades em breve sobre este assunto.



- III) Tributárias



Pós-Refis , estamos na casa hoje dos 500 milhões. Destes 500 , cerca de 380 milhões são referentes ao parcelmento do refis , que serão amortizados em 180 meses. Estamos falando então de uma despesa anual na casa dos 25 milhões de reais e de um alívio no fluxo de caixa.



- IV) Dívida total e custo da dívida.

Somando toda a dívida teremos então cerca de 1,48 bi. Descontando o dinheiro em caixa ( aprox. 100 milhões) , temos uma dívida líquida hoje de 1,38 bi. O número com certeza é grande. Na minha opinião um endividamento na casa dos 500 ~ 700 milhões seria um bom patamar , afinal , no nosso ramo de operações é preciso de muito cash mesmo para tocar obras + compras de máquinas , investimentos e etc.



Mas o que temos que levar em conta mesmo nessa hora é o custo da dívida. Considerando apenas empréstimos e financiamentos , devemos ter um custo médio de 14% ano , o que representa algo em torno de 110 mi (esse valor provavelmente deve ser um pouco menor). O custo das debêntures é relativamente baixo e de difícil cálculo , pois cada emissão é um caso. Chutarei um valor de 20 milhões neste caso. O custo do passivo fiscal deve fechar na casa dos 25 mi como vimos acima , portanto um custo anual da dívida deve fechar na casa dos 150 milhões. Apenas como ressalva , acho esse valor bem conservador , nos meus cálculos ela deve estar na casa dos 130 milhões.



Achando o custo da dívida , o próxima passo seria calcular uma projeção de EBITDA para 2010. Neste primeiro tri , tivemos um EBITDA de 20 mi . Foi um valor relativamente baixo , porém ele foi afetado por alguns problemas não recorrentes. Estariamos falando então de um EBITDA em torno de 25 mi. Acho difícil calcular o EBITDA desse ano , acredito que possamos chegar a 200 mi de EBITDA , talvez um pouco mais ou um pouco menos.



Deste modo , teríamos algo em torno de 25 milhões a 60 milhões de lucro para o ano de 2010. Acho difícil o lucro sair dessa faixa , tanto para cima como para baixo. Não seria um lucro muito satisfatório , mas não seria nada mal também visto o estágio atual da empresa.



O potencial aqui está na verdade em tentar enxergar os movimentos para a empresa nos próximos anos. A Inepar tem potencial para disputar cerca de 160 bilhões dos 220bi que a Petrobrás irá investir até 2014. Mesmo considerando apenas estes contratos ( sim , porque a Inepar presta serviços a outras grandes empresas também) seria um upside gigantesco. Considere também uma capitalização de parte pequena da empresa ou de alguma subsidiária. Além de ganharmos competividade , teremos uma precificação muito positiva no curto prazo ( por ex, se alguma private equity pagar 300 milhões por 10% da IESA Óleo e Gás, apenas esta empresa deveria valer então 3 bilhões. Resultado: porrada para cima nas cotações).

Agora imagine o EBITDA crescendo 15 - 30% ao ano e as dívidas e seu custo diminuindo a cada ano. Temos aí uma oportunidade de ouro , com certeza. Além do mais teremos os famosos dividendos também, uma segurança a mais.



Este processo todo de melhor transparência e atendimento aos investidores + diminuição de dívidas + crescimento exponencial de receitas não será coisa de dias. Minha intuição é que veremos grandes melhorar no prazo de 12 meses , terminando o processo em 30 meses. Acho que ao final de todo o processo , devemos ter um upside de 500 a 1000% (como na bolsa quase nada é racional , não me assustaria de ver esse patamar sendo ultrapassado também).



Riscos existem , porém comparando com as possibilidades de ganho eles são bem insignificantes a ponto de ficar de fora dessa empreitada. Não recomendaria um investimento de 100% da carteira , afinal na vida não temos certeza de absolutamente nada , mas acho que vale uma exposição relevante aqui.

Ótimo texto do sócio Buric - " Memórias Póstumas de um turnaround ainda vivo"

Memórias póstumas de um turnaround ainda vivo




Inepar era uma Blue Chip, tal como Vale ou Petrobras. E se comportava como tal, queria abraçar de Telecom ao setor elétrico, passando pela engenharia que fazia antes. Obviamente um projeto como o Iridium só podia ser eles que fariam, deixariam alguém mais fazer? Todo esse foco em tudo, ou melhor ausência do mesmo, fez com que Inepar não conseguisse mais gerenciar seu negócio propriamente. O fracasso vergonhoso do Iridium veio só para sacramentar a queda retumbante na virada do século.



Desde então o que Inepar faz é sobreviver, sem nenhum recurso próprio além das máquinas e terrenos, mas sobrevivendo. Precisa recorrer ao fundo BNDESPar para conseguir honrar com as dívidas vencendo no CP. Com base no passado (e presente) como grande geradora de empregos no país e percebendo que a atual situação decorria de uma decisão gerencial incorreta – querer abraçar o mundo – o BNDESPar entra no capital social de Inepar injetando uma sobrevida para a empresa. Afinal, o papel do BNDESPar, segundo seu estatuto, é “apoiar empresas que reúnam condições de eficiência econômica, tecnológica e de gestão e, ainda, que apresentem perspectivas adequadas de retorno para o investimento, em condições e prazos compatíveis com o risco e a natureza de sua atividade”. Como tem mais que 5% o BNDES participa das AGOs da empresa, contribuindo para o bem e para o mal com o futuro da Inepar. Com o bem, além do $, trazendo experiências de outras empresas e, com o mal, engessando toda e qualquer decisão mais arriscada da empresa. Afinal, foi isso que a fez chegar aonde chegou.



Acontece que a INEPAR aos poucos começa a conseguir reverter a situação precária anterior, trazendo lucro com praticamente todas suas controladas, de IENG até, e principalmente IESA.

Quando parecia que a empresa estava começando, de forma incipiente, a melhorar, veio a crise arrebatadora e derrubou o valor da empresa novamente.



Foi uma boa hora de entrada para quem acreditava que com o desempenho operacional acontecendo, uma folga é gerada que permite que a empresa volte a mesas de negociação. Neste dia a cotação era de meros R$ 3,53 e o mês era maio de 2009.



Desde então a valorização foi forte e intensa. Veio o resultado do 2T 09 e veio mais do mesmo, um lucrinho de R$ 1,5M, tamanha era a indignação com a empresa que poucos notaram que a receita e carteira vinham numa escalada crescente. Mas foi ai que veio o resultado do 3T ’09 em conjunto com um split e uma subscrição. O mercado começou a ver um tal de nome Inepar nos boards de fatos relevantes da Bovespa e muitos se perguntaram, que empresa é essa? Nossa é ela mesmo? Alguns simplesmente olharam, gostaram e foram as compras. Outros levantaram a sobrancelha esquerda e pensaram, olha só! Olha essa carteira, olha esse crescimento de receita, tá subscrevendo?! Há, deve querer alguma coisa essa safada. Quem diria... Mas tem uma DIVIDA monstro, vou comprar só um pouquinho.. Mais alguns compraram, ai a cotação já estava nos entornos de R$ 6,50.



Daí até o final do ano, mais precisamente 18/12, as negociações com os recibos da subscrição travaram a valorização do papel. Felizes aqueles que subscreveram a R$ 4,3, pois assim que acabou esse período a empresa chegou quase nos R$ 9.



Havia um detalhe não sabido por ninguém, até então. Um detalhe que quase 8% das PNs estavam sendo devolvidas a mercado pelo BNDESPar. Entidade sem fins lucrativos do governo, que seguramente considerava que não mais precisava dele para a seqüência do funcionamento de Inepar, dos empregos na mesma, e da futura geração de impostos para a união.



Essa decisão de sair pouco vinha sendo sentida pelo mercado enquanto havia um momentum geral das ações. Porém, TODAS as small caps e depois as blue chips, começaram a ter uma retração nos volumes. Pudera, subiram tanto no racional do mercado, pouco importa se está caro ou não, mas subiu. Se subiu deve estar caro, vamos vender!



O governo, vendo a situação de diversas empresas do pais em situação complicada instituiu o Refis da Crise. Mecanismo de perdão da divida que mudou a vida de muita, e muita, empresa. Nessa altura, todo mundo esperava um enorme reflexo positivo no balanço da Inepar. Mas o que a empresa sabiamente fez? Aproveitou que teria um lucro de mais de R$ 100M em um trimestre, para fazer algumas lições de casa que nunca havia tido $ para fazer. Ajustou o valor das peças do tabuleiro, o bispo deixou de ser rei, voltou a ser bispo. Mas ainda é um bispo, e valioso no jogo. Estamos falando da Cemat. Isso frustrou a expectativa do mercado.



Acontece que, além disso, o BNDESPar seguramente foi apressado a zerar a participação pela própria Inepar para garantir seus interesses , que pediu para ele acabar as vendas até 19/05/2010, data da provável mais importante AGO da década de Inepar. O mercado fraco, junto com o prazo apertando para o BNDESPar sair fez uma bela pressão nos papeis de Inepar.



Mas ninguém que conhecia o que passava na empresa estava preocupado. Porque havia tanta coisa melhor por vir que não seriam 30% de queda que afetariam nada.



Pra começar sem o BNDESPar nas decisões, a Inepar poderia vender empresas que, apesar de rentáveis, julgue fora do seu core business. E foi isso que Inepar fez, aproveitou o momento de aquecimento do mercado elétrico para vender a participação que detinha em Cemat, em conjunto com o grupo Rede. Nessa hora, mesmo antes do anuncio, as ações do grupo rede já valorizavam loucamente. Certamente foram vendidos também, e levaram junto a participação de Inepar.



Agora a história ficou diferente para Inepar! Ela tinha caixa! E o que fez assim que chegou o dinheiro? Pra dizer a verdade, até antes dele chegar já chamando todos os proprietários de debêntures já vencidas, e não, para conversar? Ela pagou a dívida defaultada. Falou em alto e bom tom: “As debêntures serão amortizadas em uma única parcela, sobre o valor nominal devidamente corrigido, na data de seu vencimento, ou seja, em 02/05/2011.”



O turnaround estava quase completo! Pois simplesmente por não ter que pagar a divida do tamanho que estava o lucro já era o dobro. Estava livre dos debenturistas. Quem diria?!



E ai foi a vez de Inepar pregar a peça mor no mercado. O que nunca, never, jamais, alguém espera de Inepar, aquela empresa toda endividada? O pagamento de dividendos. “A vá? Inepar dividendos?” Foi a piada mais bem formulada em anos no mercado. Ai é a jogada de marketing mais fantástica já vista. Todo mundo falando de Inepar, um boca a boca em todas as corretoras. O dividendo foi pequeno, é verdade, mas fez o papel dele.



Quando todos mal esperavam, vem a noticia arrebatadora que faltava. IESA óleo e gás, jóia da coroa, que já não consegue aumentar mais sua ‘pequena’ carteira de R$ 5 bilhões, tem um novo parceiro estratégico. Macquaire, o maior fundo de private equity mundial do setor injeta capital na IESA em troco de uma parte do controle. Infelizmente aqui não há mais nada a contar, pois o turnaround morreu... Inepar não é mais a mesma, nem o nome é esse mais... Mas abre-se um novo capítulo a ser escrito, porém para uma nova empresa: IESA.



Abs

Buric

Texto do Abdon Junior ( Inepar metodologia Buffet)

INEP4 por Warren Buffet:



Tenho pouco tempo de bolsa de valores, apenas 1 ano e 6 meses. Como a maioria dos investidores individuais, comecei perdendo, apanhando um pouco, e depois comecei a ganhar na maioria das vezes. Inicialmente fui seduzido pelos micos. A adrenalina, a oportunidade de dobrar o seu dinheiro em uma semana, as histórias impressionantes de quem ganhou muito dinheiro muito rápido, etc. Cheguei a ter 100% do meu dinheiro em micos. Estava cego. Não conhecia o outro lado dos micos. As grandes perdas, as grandes decepções, seu dinheiro indo pros bolsos dos grandes especuladores... Felizmente não cheguei a ter grandes perdas em micos, mas hoje, quando lembro dos lixos que eu aplicava, eu agradeço a Deus não ter visto todo meu patrimônio se desfazer em especulações e ilusões. No final do ano passado resolvi mudar totalmente minha estratégia. Comecei a estudar quem realmente venceu em bolsa de valores. Quem venceu durante anos, quem ficou não apenas rico, mas milionário com bolsa de valores. Comecei a valorizar e estudar apenas análise fundamental. Respeito os grafistas, até acho que os gráficos podem lhe indicar momentos interessantes de entrar e o ponto certo de um stop. Mas só quem segue análise fundamental fica milionário. Apenas análise fundamental pode indicar pra você a ação certa pra se investir. Nesta nova fase de investimentos, um livro me ajudou bastante. Praticamente foi o divisor de águas pra mim, como investidor. O livro é: O TAO DE WARREN BUFFET. Acho que nós não temos como escolher alguém melhor pra seguir os conselhos de investimentos do que ele. Ninguém, na história do planeta, ganhou tanto dinheiro investindo em bolsa de valores. Hoje Buffet tem um patrimônio de USD$ 47 bilhões e a única coisa que ele fez na vida foi comprar e vender ações. Na mesma época que eu li o livro eu ouvi falar pela primeira vez em INEPAR e IESA. Confesso que era totalmente analfabeto sobre a empresa, e principalmente sobre o case e seu turnaround. Comecei a estudar a empresa, o case e a oportunidade. E fiquei impressionado como a oportunidade de INEP4 se encaixa perfeitamente no que Warren Buffet sempre disse. Ele tem uma série de critérios pra dizer que há uma oportunidade interessante em bolsa de valores. Se não encontra esta oportunidade ele não compra. E ele diz que não é todo ano que aparece uma oportunidade interessante na bolsa, uma situação que seja segura e que faça vc ficar rico no longo prazo. Essas oportunidades são raras. Na minha opinião, INEP4 seria uma das poucas ações na Bovespa que Warren Buffet investiria.Vou apontar aqui as principais frases e mensagens de Buffet que estão no livro e associá-las à oportunidade que é INEP4.



1) "As grandes fortunas pessoais neste país não foram construídas com base numa carteira de 50 empresas. Foram construídas por alguém que identificou um negócio maravilhoso."



Warren Buffet é radicalmente contra diversificação de carteira. Ele diz que isso é uma proteção à ignorância que o investidor tem em relação às empresas em que investe dinheiro. Se você não conhece uma empresa, um case o suficiente, é melhor diversificar mesmo. Mas se vc conhece bem a empresa que está investindo e identificou as características econômicas exatas de uma oportunidade maravilhosa, aposte tudo nela. Só assim vc fica rico. Hoje eu estou 100% em INEP4, pois identifiquei nela uma oportunidade única em bolsa pra ficar milionário. Uma empresa que tem uma carteira de pedidos pros próximos 2 anos de quase R$ 5 bilhões (não inclusos os contratos assinados em 2010), um lucro EBIT de R$ 141 milhões (com potencial de R$ 250 milhões nos próximos anos devido à carteira de pedidos), tem uma perspectiva inigualável com o pré-sal, e está valendo no mercado inacreditáveis R$ 323 milhões apenas. Esta é uma oportunidade muito rara de ficar milionário.



2) "Guarde todos os ovos em uma única cesta. E depois vigie a cesta."



É a questão de não diversificar. Identifique uma grande oportunidade na Bolsa e invista tudo lá. E depois apenas acompanhe se esta empresa mantém todas as características que o fez investir nela. 90% de todos os bilhões que Buffet ganhou em mais de 60 anos de investimento foram ganhos em menos de 10 empresas.



3) "Wall Street é o único lugar para onde as pessoas vão de Rolls-Royce pedir conselhos a quem pega o metrô."



Warren Buffet diz que a grande maioria das pessoas que investem em bolsa de valores não sabem o que estão fazendo. Eles não têm a menor capacidade de identificar um bom negócio e avaliar corretamente uma empresa. As empresas e ações mais conhecidas e famosas geralmente já têm uma ação cara, com uma margem de crecimento pequena. As ações mais badaladas pelo mercado já tem boa parte de seu preço precificada. Poucos estudam empresas menos conhecidas. Existem muitas pessoas que criticam a empresa e o case INEPAR. Tirando algumas raras críticas bem fundamentadas e argumentadas (geralmente sobre nível de governança, dívida ainda alta, relação com os investidores...), a maioria das críticas e preconceito em relação a INEP4 é absolutamente baseada em ignorância, total desconhecimento sobre o turnaround da empresa. O case não é muito simples. A grande oportunidade não é vista se não for bem estudada. Por isso a grande maioria do mercado é míope. Esta miopia temporária do mercado tornará os investidores de INEP4 pessoas milionárias.



4) "Você deve ver as ações como pequenas parcelas de uma empresa."



Warren Buffet analisa o preço de mercado de toda a empresa como se fosse comprar ela inteira. Se o preço da empresa é pequeno para o potencial da empresa, a ação está barata, e ele enche o carrinho de ações. INEPAR/IESA é a maior fornecedora de estrutura de óleo e gás pra Petrobrás e receberá uma parte interessante dos 135 bilhões de reais que a estatal investirá no pré-sal. Esta empresa toda vc poderia comprar por R$ 460 milhões se o preço fosse o de mercado de hoje. Não é barata. É de graça!



5) "Compre ações de empresas de alta qualidade a preços baixos em relação ao seu valor e depois conserve-as por um longo tempo."



Parece tão óbvio né? Parece muito lógico, mas apenas uma pequena minoria dos investidores fazem uma análise fundamental e mantém uma ação pra longo prazo. Esta é a receita de Warren pra ficar milionário: compre ações de uma ótima empresa que por circunstâncias temporárias (erro sanável de administração, recessão do setor ou um mercado em baixa) estejam baratas. INEPAR já foi uma blue chip. A IESA é uma empresa admirável. Apostas erradas e falhas na administração levaram a empresa a quase falir. Mas com um turnaround histórico, a empresa voltou a produzir muito e gerar lucro novamente. Porém continua com preço de empresa falida. Buffet sempre diz que a longo prazo o mercado corrige o preço da empresa de acordo com o que realmente ela vale. O problema é que poucas pessoas têm a paciência de investir pro longo prazo. Quem tiver paciência (18 a 24 meses) vai ficar rico.



6) "Você paga um preço alto demais no mercado de ações por um consenso festivo."



Se uma empresa ou ação é muito festejada pelo mercado, você pagará caro por ela, o que deixa pouca margem para lucros e muita para perdas. Warren Buffet diz que a maioria das pessoas se interessa pelas ações quando todos estão interessados. A hora de se interessar é quando ninguém mais está interessado. Não é possível comprar o que é popular e se dá bem. Ele diz que o bom é encontrar uma ação em que pouca gente esteja prestando atenção ou que não esteja ainda nas graças dos grandes fundos de investimento, vendida a um preço baixo em relação ao seu valor econômico de longo prazo. Parece que ele está descrevendo a INEPAR, não é mesmo? E os grandes fundos de investimentos vão começar a comprar ações de empresas de óleo e gás, visando o pré-sal. Então quem comprar INEP4 agora está se antecipando a eles.



7) "Nós simplesmente tentamos ser temerosos quando os outros são gananciosos e ser gananciosos apenas quando os outros são temerosos."



Buffet diz que quando os preços estão nas alturas, é hora de dizer adeus. Mas quando os preços caem, é hora de ligar para o seu corretor. Quando ocorre uma baixa no mercado ou na cotação de uma boa empresa, os investidores ficam temerosos, e vendem loucamente, sem qualquer consideração pelo valor econômico de longo prazo da empresa em questão. Todas as ações que Buffet comprou foram num mercado em baixa ou numa época em que elas eram impopulares entre o resto da comunidade de investimentos. Comprar INEP4 por menos de 7 reais é uma oportunidade única de comprar uma grande empresa a um preço irrisório.



8) Por maior que seja o talento ou o esforço, algumas coisas exigem tempo: não dá pra produzir um bebê em um mês engravidando 9 mulheres."



Análise fundamental ajudará você a identificar uma grande empresa sendo vendida por um preço barato. Porém você só ficará rico se tiver a paciência de investir pra longo prazo. Warren Buffet diz que em bolsa de valores, o tempo e a paciência farão vc ficar milionário, desde que você esteja na ação certa. INEP4 tem value investing suficiente pra multiplicar seu valor por 10, porém esta valorização não vem de uma hora pra outra. Só vai lucrar com toda essa valorização quem tiver paciência e segurar a ação pro longo prazo.



9) "Eu seria um mendigo na rua com uma caneca de lata se os mercados fossem eficientes".



A miopia do mercado fez de Warren Buffet um homem bilionário. Porque ele soube como ninguém explorar isso. Se o mercado sempre pagasse exatamente o que vale uma empresa, não haveria grandes variações nos preços das ações. O importante é se antecipar, identificar quando o mercado está míope em relação a determinada empresa. Warren Buffet diz que o valor econômico de longo prazo é o segredo para explorar a insensatez de curto prazo do mercado de ações. Não fique impressionado com a miopia do mercado, simplesmente aproveite-a pra ganhar muito dinheiro. Vejam a comparação de INEPAR com suas concorrentes:



- Lupatech tem uma carteira de pedidos de R$ 1,4 bilhão; preço/lucro de 92,5; LPA de 0,23; VPA de 5,71; dívida bruta sobre patrimônio liquido de 391%; lucro líquido de R$ 15 milhões em 2009; e valor de mercado na bolsa de R$ 1,1 bilhão!



- OSX só vai começar a funcionar ano que vem; só vai entregar a primeira encomenda em 2012; tem preço/lucro negativo de 205,4; LPA negativo de 2,97; prejuízo de R$ 33 milhões em 2009; e valor de mercado na bolsa de inacreditáveis R$ 5 bilhões!



- INEPAR tem a IESA, principal fornecedora de infra-estrutura pra Petrobrás; INEPAR tem uma carteira de pedidos de quase R$ 5 bilhões (não inclusos os contratos assinados no primeiro trimestre de 2010); preço/lucro de 6,0; LPA de 0,78; VPA de 4,92; dívida bruta sobre patrimônio líquido de 287% (relação ainda grande, porém cada ano menor); lucro líquido de R$ 52,1 milhões em 2009; e tem valor de mercado na bolsa de inacreditáveis R$ 323 milhões!



Analisando os fundamentos econômicos, facilmente percebe-se que os fundamentos e as perspectivas (carteira de pedidos) da INEPAR são consideravelmente melhores que Lupatech e OSX. Porém, hoje, o valor de mercado em bolsa de Lupatech é quase o triplo de INEPAR e o valor de mercado da OSX é impressionantes 15 vezes maior que o de INEPAR. Isto é uma miopia histórica do mercado, uma das maiores já vistas na Bovespa. É quase uma insanidade praticada pelo mercado. Porém, como Buffet ensina, a longo prazo o mercado sempre ajusta o preço das ações de acordo com os seus fundamentos econômicos. Portanto quem compra LUPA3 e OSXB3 tem uma margem pequena de crescimento a longo prazo, e uma grande margem de perda. E quem compra INEP4 hoje tem uma margem pequena de perda e uma margem gigantesca de crescimento a médio e longo prazos!



Quando se fala que INEP4 deve multiplicar seu valor de ação por 10 em 2 anos, não se trata de chute ou de torcida. Trata-se de matemática. Análise fundamental pura baseada na carteira de pedidos da empresa, no potencial de lucro e EBITDA e nas atitudes tomadas pela direção para redução da dívida. Isso tudo leva a ação da empresa a um preço justo de algo entre R$ 65,00 e R$ 85,00 dependendo da análise utilizada. O mercado vai buscar este preço a longo prazo, que pode demorar mais que 2 anos pra acontecer. Ou pode acontecer em 1 ano e meio. Mas que no longo prazo o mercado sempre alcança o preço justo das empresas, isso Warren Buffet já nos ensinou que sim! Os fundos de investimentos (incluindo fundos estrangeiros) estão começando a acordar pra oportunidade e já começaram as conversas com a empresa. O novo site e o novo canal de relação com os investidores, assim como a melhora em andamento dos niveis de governança vão fazer com que esta miopia do mercado seja corrigida em um tempo menor. Por todos estes motivos expostos, tenho certeza que se Warren Buffet estudasse as ações de empresas brasileiras pra investir, ele encheria o carrinho dele de INEP4!

Blog para discussão de Inepar/Iesa

Olá .

Gostaria de utilizar este espaço para postar discussões e análises sobre a holding Inepar e suas controladas , tais como : IESA , TIISA , Andritz Hydro-Inepar entre outras.

Postarei alguns comentários retirados do fórum da Inepar (br.advfn.com) e dos balanços divulgados para contribuir com o estudo de quem estiver interessado em se aprofundar na análise do papel.

Se alguém quiser publicar algo neste espaço sinta-se a vontade . Só mandar a postagem no fórum que eu repasso para cá.

Abraços