terça-feira, 24 de agosto de 2010

Post do Gimenez sobre movimentação de debêntures no balanço IENG (2otri)

Bom jaumsp, do que foi possível entender a partir do balanço da IENG, vejo algumas coisas relevantes em relação às debentures:


1) A empresa vendeu parte das debentures que tinha da IIC para a Galleas, portanto contabilizou o valor no ativo a receber de curto prazo;

2) Uma entrada no ativo não circulante de debentures da IAP foi liquidada, no valor de 3,6 MI; e

3) Apareceu como ativo não circulante o montante de 28 MI em debentures de uma tal de GFS Premium. É importante notar que esta entrada está no consolidado e não na controladora, o que significa que a dona das debentures não é a IEnergia, mas sim uma controlada, que deve ser a Penta Participações. Além disso, pelo que pude pesquisar a IAP é uma das sócias da tal GFS.

Como não temos acesso ao balanço da Penta, pode ser que esta tivesse um crédito com a IAP, que acabou pagando com as debentures da GFS, envolvendo também as próprias debentures da IAP que estavam com a IEnergia. Acredito ser este o cenário mais provável.

O que isto sinaliza? Na minha opinião, estão limpando o balanço da IEnergia para que ela seja incorporada pela IIC. Com certeza este é uma passo do plano de reestruturação para o qual o Atilano deu prazo de até meados de 2011 para estar completo. Neste mesmo sentido, as debentures restantes da IIC que estão com a IEnergia devem ser convertidas em ações agora no aumento de capital e vendidas para alguém, talvez para a própria IAP.

Acho que é isso.

Saudações tiisistas. :)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Compilado de textos sobre os Títulos da Dívida Pública

Abaixo um compilado de textos sobre a discussão dos títulos constatados no balanço.
Clique em mais informações para acessar o post.
(post atualizado em abril de 2011)

Análise balanço 2o tri (buric)

Pessoal,


Foi um balanço mediano para bom dado o cenário atual, ficou um pouco obscuro para mim as mudanças nas debêntures e a forma como foram contabilizadas. Tirando isso, acho que vale se tomar em conta os tópicos abaixo:

a ) Crescimento da receita

A velocidade um pouco inferior ao que eu esperava dado que houve uma desaceleração em relação CAGR dos últimos anos de 18% que sempre comento. Mas ainda acho que é daqui para cima o crescimento, em conversa com o Dionisio ele disse que o resultado vinha ok, ainda mais que o primeiro semestre costuma ser fraco. Considerando a média dos últimos 4 anos o primeiro semestre costuma representar 43% do ano. Se isso for verdade teriamos um faturamento anual de R$ 1.570MM, aprox 15% acima do ano passado.

Em relação ao ponto levantado pelo jaum e dpgimenez de porque a carteira cai em velocidade não idêntica ao crescimento da receita. Concordo com o dpgimenez que de forma alguma é preocupante. Tem-se os seguintes pontos:

- Existe em passivo circulante uma conta de ‘Adiantamento sobre Encomendas’ igual a 149.832.

- Existe em ativos circulantes ‘Contas a Receber de Clientes a Faturar’ igual a 132.696

- Existe em ativos não circulantes ‘Contas a Receber de Clientes a Faturar’ igual a 181.744

Essas contas podem se sobrepor, ou seja, um cliente pode estar como a faturar e ter adiantado o recebível de encomendas. Mas em geral as variações nestas caixas somadas as variações na receita e carteira em um determinado período se anulam. Se alguém tiver tempo de fazer a conta seria interessante postar.

b) Ajuste contábil em Lucros/Prejuízos Acumulados


Não poderia deixar de comentar quanto gosto de ver a conta Lucros/Prejuízos Acumulados sair de (410.795) para 14.436.

c) Ibrafem

Continuo não gostando nada da performance desta divisão. Temos neste período novamente R$ 17M de prejuízo. O que me irrita nesse ponto é que a Inep entrou com R$ 26M para ter participação de 26,4% na Ibrafem e já tem que ter uma provisão devido ao patrimônio liquido descoberto da Ibrafem da ordem de R$ 38M.
Desconheço uma eventual relevância estratégica dessa divisão, mas mesmo que tivesse venderia esse pepino para outro e compraria as tais estruturas metálicas a mercado.

d) Financiamento

Houve aumento de R$ 12M de financiamento de Capital de Giro e incidência de juros no montante integral financiado, saindo de R$ 780M para R$ 811M, equivalente a 16,87% a.a. em juros (3,97% a.t.) mais os novos R$ 12M de giro. Vale ressaltar que dos totais R$ 823 financiados, 66% é de dívida vencida em renegociação, que continua a crescer com base em critérios antigos, mas que a Inepar está questionando, como os IGMP (fixo em 9%) + 11% a.a de parte da dívida. Logo é desse montante para baixo.

e) Refis

Fechando o ponto. Foi submetido um total de R$ 577M ao programa, sendo que R$ 183M de acordo com estimativas da Inep serão perdoados e os R$ 395 a serem parcelados e não mais incorrem juros.

f) Debentures 4ª emissão

Bruxa, esse assunto de que a totalidade da 4ª emissão está em tesouraria continua estranho para mim. Foram emitidas 270M debêntures nessa emissão, sendo que a 1ª serie corresponde a 135M conversíveis em ON e a 2ª 135M conversíveis em PN. Da 1ª serie (ON) 15,81M estaria em custodia da IAP e 15,16M viraram ONs na emissão de ações de final de 2009. Portanto todo o restante não consta (no balanço) como em tesouraria.

g) Títulos divida externa


Balanço:
(ver imagens)
http://img59.imageshack.us/i/imagem1vf.png/
http://img682.imageshack.us/i/imagem2rby.png/

Só volto a esse ponto para expor que, também de acordo com a auditoria, Inep tem efeito nulo – mesmo contabilmente – nesse ponto. Entrou os R$ 1.149MM de títulos de divida publica em seu balanço (ativo) com contrapartida em um passivo mutuo (passivo, obvio) com sua controlada IAP. Se o ativo deixar de existir por decisão da justiça, o passivo também deixará. Logo, aparentemente, não há desembolso financeiro NEM CONTABIL.


O risco de o título não existir é da IAP não Inep. O risco da inep é a IAP não ter o dinheiro de fazer a troca do título por cash. Ora, a IAP nunca deu esse dinheiro para a Inep, logo não é a falta dele que mudará a situação atual. E se a justiça definir que trata-se de um ativo virtual? Logo a Inep trocará um ativo virtual (títulos) por um ativo virtual (divida com a IAP). Não muda nada! Espero ter conseguido me explicar de uma vez por todas.

Bom acho que é isso...

Abs

Buric

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sobre "Spin-off" , pelo sócio JRanieri

SOBRE a NOTICIA do RR - o que é o spin-off e o que poderia acontecer com os acionistas - resumido


"O processo de spin-off

No processo de spin-off, a empresa-mãe distribui pro-rata a maior parte das ações da nova subsidiária para os mesmos acionistas da própria empresa-mãe. Após a conclusão da transação, os acionistas possuem ações das duas empresas. Damodaram (2002) aponta oportunidade de vendas (assimetria de informações), necessidades imediatas de caixa e perda de foco em seus negócios-chave como razões para empresas realizarem desinvestimentos de UEN na forma de spin-off.

...O resultado final da diversificação pode ser negativo, justificando a decisão da firma pelo desinvestimento de uma de suas UENs. O desinvestimento (reestruturação) através de um processo de Spin-off pode melhorar as decisões sobre alocação de capital e gerar valor ao acionista.
Como exemplo de spin-off, a Motorola completou a separação de sua UEN em semicondutores em 2004, que passou a denominar-se Freescale. Antes da separação, a divisão de semicondutores atuava principalmente como um fornecedor interno para outras divisões de negócios. Com autonomia e responsabilidades, além do acompanhamento direto dos acionistas, a empresa ampliou e diversificou sua base de clientes. No dia em que iniciou a negociação pública em bolsa, o valor das ações da Freescale fechou em $ 18.69. Em dois anos, a empresa foi alvo de aquisição por um fundo privado de investimentos, e o negócio foi concluído ao valor de $ 40 por ação. Por meio do estudo de caso da Motorola e da Freescale,esse trabalho procura identificar se houve criação de valor para o acionista e quais os elementos estratégicos, operacionais e financeiros que contribuíram para a criação de valor.

Os trabalhos de pesquisa sobre geração de valor através de reestruturações dão particular"

http://www.ead.fea.usp.br/semead/12semead/resultado/trabalhosPDF/744.pdf

texto completo está no link acima

minha humilde opinião, se acontecer esse processo de spin-off, estaremos muito bem

Análise Balanço 2o tri (Dpgimenez)

Bom pessoal, aí vão minhas impressões do balanço.


1) Queda da carteira de pedidos de 18% em relação ao 4T09. Este ano ainda não entrou nenhum contrato relevante na carteira de pedidos "oficial". O efeito Petrobrás com certeza está influenciando e no 2S a carteira deve voltar a aumentar. Nada preocupante.

2) O Aumento da receita bruta no 2T10 (contra o 2T09) foi de 14%, mais parecido com a média de expansão dos últimos 5 anos (em torno de 18%) do que com o 2T09, no qual a receita cresceu 41% em relação ao 2T08. O incremento foi interessante, porém deixou um pouco a desejar, eu esperava algo mais perto de 20%. No entanto, cabe acrescentar que, segundo informações do mercado, a Petrobras estaria postergando o pagamento de alguns contratos, devido à necessidade de caixa, aguardando a finalização da conturbada capitalização para que tudo volte ao normal.

3) Enquanto a receita expandiu 12%, as deduções de impostos sobre vendas cresceram 22,1% em relação ao 2T09, o que prejudicou o lucro bruto, fazendo com este aumentasse somente decepcionantes 3,2%. Taí uma boa pergunta pro Webcast, qual a causa deste aumento de imposto sobre vendas.

4) Com este fato (3), mais o aumento de 18,7% das despesas administrativas (outra boa pergunta saber por que) e gerais, o EBTIDA ficou muito prejudicado, tendo uma queda de 9,6% em relação ao 2T09. Este pra mim foi o ponto mais decepcionante do balanço. Esperava um EBTIDA melhor. Talvez eu tenha que diminuir um pouco minha estimativa para o ano fechado.

Quanto a parte operacional, me decepcionei um pouco com o resultado. Embora tenha havido alguma melhora em relação ao 2T09, é importante investigar os pontos que apontei acima para entender o que causou esta queda na geração de caixa.

Em relação à outras questões, que não operacionais, poderia apontar como relevantes:

1) Consolidação/extinção de algumas transações de partes relacionadas, deixando o balanço melhor estruturado e mais realista;

2) Clara intenção de desidratar o balanço da Inepar Energia possivelmente para uma futura incorporação. No meu entendimento, a Inepar não vai vender a CEMAT sem antes incorporar a Inepar Energia, não faria muito sentido;

3) Aumento da despesa financeira em relação ao 2T09 foi de 54%. É aqui a principal questão para empresa e que está sendo resolvida. Sabemos que boa parte da dívida é com o BNDES e estas atualizações tem efeitos apenas contábeis, mas estes efeitos estão prejudicando muito o resultado líquido. Quanto isto for equacionado, o resultado dá um salto gigantesco. Seria interessante que a empresa detalhasse mais o resultado financeiro no balanço, para que pudéssemos ter uma idéia mais apurada do que é realmente relevante nesta despesa. Vou falar com o Dionísio sobre isto.

4) A correção dos títulos da dívida pública continuam tendo um efeito positivo apenas contábil (por enquanto) no balanço. No 1S10 foi de 32 MI. Vale lembrar que existe forte expectativa da empresa, do ME e minha, de que esta questão dos títulos estará resolvida até o 1T11.


Acho que é isto pessoal. Costumo ler várias vezes o resultado, se encontrar algo mais que considere relevante, comento com vocês. No geral, foi OK, mas eu esperava mais. Sabemos que o segundo semestre é sempre mais movimentado e que grande parte da receita é recebida no 4T, então penso que ainda podemos melhor muito estes resultados em relação a 2009. Além disso este aumento de capital deve dar um fôlego legal para o balanço nos próximos trimestres, nosso PL deve chegar a 500MI e a despesa financeira deve cair também.

As perspectivas continuam excelentes e devemos ter muitas novidades até o fim do ano. Continuarei comprado e confiante, porém sem deixar de observar de perto meu investimento.

Abraço aos sócios e vamos conversando.

*Continuação em outro post

Pessoal, estava lendo o resultado de 30/06/2010 da IESA e me surpreendi muito positivamente com o resultado da TIISA. No segundo trimestre ela teve um lucro bruto de 26,5 MI em cima de uma receita de 92 MI, ou seja, margem bruta de 28,6%. O Lucro líquido foi de 16,7 MI, uma margem líquida excelente.


Aparentemente, a TIISA tem uma estrutura de custos leve, que não demanda muito capital de giro. O Ativo total é de 90 MI e o PL de 75 MI, demonstrando um passivo baixíssimo. Meu preço pra ela do jeito que está hoje seria uns 200 MI.

Se o crescimento esperado da empresa se confirmar, teremos mais uma "jóia", podendo chegar a "rivalizar" com a IESA O&G. Com uma margem dessas, se ela chegar a 500 MI de faturamento nos próximos 5 anos, daria um lucro de 80 MI. Bom, né? 30% seria nosso.

Viram como revirar o balanço também serve pra achar coisas boas? rsrs

Os caras pelo jeito estão "on fire".

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Análise Balanço 2o tri ( jaumsp )

Bom, achei o resultado fraco para médio. Apesar de ter saído um lucro de 7 milhões de reais , tem alguns fatos que me chamaram atenção.

1) Quanto a receita líquida , tivemos um aumento de 13% em relação ao mesmo trimestre de 2009. Entretanto este aumento não refletiu no balanço. A margem bruta deste trimestre ficou em torno de 21% , enquanto ano passado ficou em torno de 23%.

Resultado Bruto 2010 - 54,914 mi
Resultado Bruto 2009 - 53,214 mi

Esta diminuição na margem pode ser resultante de problemas operacionais , vide 1o trimeste , ou um efeito natural de projetos que tenham uma margem mais apertada. Vamos esperar a teleconferência para maiores detalhes.

2) Despesas comerciais e administrativas se mantiveram no mesmo patamar que o 1o trimestre , o que é um número bom .

3) Resultado financeiro de - 23 milhões de reais , um pouco melhor que do 1o trimestre. Vale ressaltar que grande parte das receitas financeiras vieram da atualização dos títulos da dívida pública , o que equivale a um ganho apenas contábil. ENTRETANTO , se olharmos as despesas financeiras com atenção veremos que tivemos uma despesa de 67 milhões este trimestre. Se anualizarmos as despesas financeiros do 1o semestre , teríamos uma despesa financeira anual de 262 milhões de reais. É ou não é um valor IRREAL? Se de um lado os títulos públicos provocam um ganho contábil , de outro lado as atualizações da dívida provocam um prejuízo contábil grande também. Com toda a certeza , o custo da dívida REAL é muito menor que este valor , arriscaria dizer que menos que 50% deste valor. Para quem acompanha a situação REAL do endividamento , e não apenas os números que aparecem no balanço ( grande parte são mera formalidade , vide os 150 milhões de debêntures no balanço que na verdade estão na tesouraria da Inepar) consegue estimar um custo mais ou menos próximo ao da realidade. Após finalizado o processo de reestruturação deveremos ter uma visão mais clara sobre o assunto.

4) CEMAT. Novamente a empresa provocou alguns danos no balanço. Como a Cemat apresentou um prejuízo neste trimestre , ocorreu um leve impairment no nosso ativo, vide nota explicativa Nm. 9.

5) Reversões de provisões. Neste trimestre tivemos algumas reversões de provisões referentes à pendências tributárias. Não consegui entender se foram referentes aos débitos em decadência(vide post do sócio Kimez aqui no blog) ou se eram referentes ainda a questão do Refis. Estas reversões aumentaram o lucro líquido em cerca de 5,7 milhões de reais.

6) Venda de ações da INET. Este trimestre as vendas de ações da INET totalizaram um ganho de 6,3 milhões de reais, o que ajudou a manter o balanço positivo.

7) Quanto ao resultado das coligadas , não analisei ainda os balanços atentamente , mas me parece que IESA e Andritz tiveram melhoras . Inepar Energia novamente dando uma puxada para baixo no resultado , desta vez em função do resultado negativo da CEMAT. Com este resultado negativo o valor patrimonial de IENG caiu mais um pouco. Acho que estamos chegando perto da hora da incorporação desta empresa.
Quanto a Ibrafem , prejuízo de 17 milhões. Sabendo que Inepar tem 26% do capital desta , achei estranho não aumentarem as provisões este trimestre , vide trimestre passado.

Pelo que pude observar nessa primeira passada pelo resultado , achei a parte operacional razoável/fraca. As receitas estão aumentando (ainda um pouco abaixo do esperado) , porém as margens não estão ajudando muito. Como disse em cima , acho melhor esperar a teleconferência para saber se houve algum problema operacional que pode ter prejudicado as margens , vide trimestre passado.

Acho importante ressaltar também a questão do caixa. Tivemos um saldo de captação positiva de 25 milhões de reais esse trimestre. Este saldo em parte foi para pagamento de juros , cerca de 9 milhões, e em parte ajudou a pagar os investimentos feitos esse trimestre, no valor de  17 milhões ( bem maior do que os 5 milhões do trimestre anterior ... bom sinal).
 No final do trimestre , nosso caixa passou de 104 milhões para aproximadamente 70 milhões. Isto reforça minha tese que este aumento de capital era necessário, já que a expansão das atividades e um operacional ,que está caminhando a passadas apenas  modestas, demandam/demandarão um caixa alto para manter as atividades em certo equilíbrio e não precisar recorrer toda vez a financiamentos de terceiros.
Além do mais , o efeito de uma possível incorporação de IENG deve passar pelo caixa também.

Acho que já esperava um resultado mais ou menos nesse nível , embora alguns itens tenham me decepcionado um pouco. Resta acompanhar o final do processo de aumento de capital e o final do processo de reestruturação da empresa , que deverá terminar no meio de 2011. É bom ficar de olho na carteira de pedidos também. Fechamos o trimestre com uma carteira de 3,4 bilhões. Como dito pela empresa , o aumento da carteira se dará em maior nível no 2o semestre, resta acompanhar.

Abraços

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais um texto interessante do sócio Abdonjunior

Nos últimos 6 meses, INEP4 caiu e andou de lado. Desde que bateu em R$ 8,50 em janeiro, a ação só tem apanhado. Nestes momentos, é natural que o investidor fique com raiva e se sinta decepcionado e até perdido, se questionando se está investindo de forma correta, se o seu preço-alvo será algum dia alcançado, e até se questionando se o mercado não está certo e o investidor é quem está errado. Isso é um erro grave em bolsa de valores. O investidor, com pressa em ganhar dinheiro, esquece todos os motivos que fizeram ele investir na empresa, acredita que o mercado é quem tem razão, e deixa passar uma oportunidade extraordinária de multiplicar seu dinheiro. Tenho visto muita gente duvidar que INEP4 alcance R$ 65,00 no longo prazo. Tenho visto muitas pessoas duvidarem que INEP4 tenha esta valorização vertiginosa que nós esperamos. Gravem o que eu estou escrevendo: INEPAR vai voltar a ser uma blue chip e suas ações vão valer mais de R$ 65,00 a longo prazo. É claro que com esta diluição, teremos um início de subida mais rápido, mas talvez o tempo pra alcançar estes R$ 65,00 seja realmente maior. Mas que chegará neste valor, chegará com certeza! Vamos lembrar alguns motivos que fazem de INEP4 a maior e mais segura oportunidade de se ganhar mais de 1000% em bolsa de valores nos próximos anos:


- INEPAR já foi uma blue chip na década de 90. Nesta época sua ação valia mais de R$ 50,00. Devido a erros várias vezes já mencionados, a empresa quase faliu no começo dos anos 2000. Após um dos maiores turnarounds já vistos no país, a empresa saiu de situação pré-falimentar pra 2 anos seguidos de vigoroso lucro. Porém, sua ação continua a preço de empresa falida. Daí que surge a oportunidade.

- O EBITDA da empresa em 2009 foi de R$ 140 milhões. Este EBTDA é reflexo das encomendas assinadas em 2007 e 2008, quando a carteira de pedidos da empresa era de R$ 2 bilhões. Com a carteira de pedidos na casa dos R$ 5 bilhões, INEPAR deve ter um EBITDA de R$ 250 a 300 milhões nos anos de 2011 e 2012. O valor de mercado da Vale é 12 vezes o valor do seu EBITDA. Com o EBITDA de R$ 300 milhões no próximo ano, o valor de mercado de INEPAR teria que ser de R$ 3,6 bilhões pra manter esta mesma relação da Vale, o que já corresponderia a mais de 10 vezes o atual valor de mercado da empresa.

- A análise fundamental de INEP4 é imbatível. A empresa tem um Preço/Lucro de 6,4 (o da Lupatech, sua principal concorrente, é simplesmente de 87,8), um Lucro Por Ação de 0,78 (o da Lupatech é de 0,23) e sua ação está do preço do seu VPA, que é de R$ 4,93 (a ação da Lupatech é 3,7 vezes o seu valor patrimonial). Quando a gente diz que a ação está de graça, não é força de expressão. Ele está realmente num preço ridiculamente baixo pro que a empresa representa.

- Muitos fundos e grandes investidores só investem em empresas que têm nível de governança. Por várias vezes, INEPAR já declarou sua intenção de entrar no Novo Mercado. As últimas ações da empresa mostram que INEPAR deve aderir ao N1 em qualquer momento das próximas semanas. Entrando no N1, N2 ou Novo Mercado, os grandes fundos (que estão ávidos para investir na estrutura do pré-sal) poderão entrar forte na empresa.

- Um dos argumentos mais utilizados pra explicar a depreciação de INEP4 é sua dívida. Não faz muito sentido. A dívida de INEPAR até há pouco tempo era de mais de R$ 2 bilhões. Hoje é de aproximadamente R$ 900 milhões. Sem dúvida, ainda é muito alta, porém alguns detalhes sobre esta dívida podem deixar o investidor muito tranquilo. Em primeiro lugar, que esta dívida está sendo reestruturada ano a ano. Hoje ela é menos de 40% do que já foi há alguns anos. É importante lembrar que a relação dívida bruta/patrimônio líquido vem melhorando a cada balanço. Esta relação era de 432% ano passado e este ano é de 287% (a relação da Lupatech é de 391%). Mas a empresa sabe que para potencializar mais ainda seus lucros, tem que reestruturar esta dívida. E é isso que vem sendo feito pela direção da empresa. Quase toda esta dívida é com o governo (BNDES e impostos), o que facilita muito o pagamento. INEPAR aderiu ao REFIS, o que vai fazer com que seja parcelado, a perder de vista, simplesmente R$ 360 milhões deste montante da dívida. Está em fase final a renegociação com o BNDES, que deve ficar com a CEMAT, abatendo até R$ 300 milhões da dívida. Com esta nova subscrição, muitas debentures serão convertidas em ações, o que vai reduzir também a dívida. Em resumo, a expectativa é que em meados do ano que vem, a dívida de INEPAR, que já foi de bilhões, seja de apenas R$ 250 milhões. Sabendo desta reestruturação, o investidor tem que se antecipar e comprar agora, pois quando a dívida estiver nestes valores, a ação já vai estar na casa dos R$ 30,00.

- Apesar de a dívida ser uma das causas, a principal causa de INEP4 estar neste valor ridículo, sem a menor dúvida, é o fato do mercado ser absolutamente analfabeto em relação à empresa e ao case. Perguntem para os seus amigos que investem em bolsa sobre INEPAR. 95% deles nunca ouviram falar de INEPAR e 100% não têm a menor noção sobre o turnaround que a empresa está vivendo. O mercado vai acordando aos poucos pro renascimento da empresa, e a valorização será muito forte e constante nos próximos meses. Quando o mercado conhecer os números da empresa, e principalmente seu potencial, milhões e milhões de reais entrarão em INEP4 e só vai ter uma grande valorização quem comprar agora, a estes preços atuais.

- As perspectivas da empresa pros próximos anos são impressionantes! INEPAR está inserida no centro das obras de infra-estrutura que o Brasil tanto vai precisar. INEPAR, através da IESA Óleo e Gás, é peça fundamental pra Petrobrás na exploração do pré-sal. A IESA é uma das únicas fornecedoras com qualificação de triplo A da Petrobrás. As empresas que vão fornecer a estrutura pra exploração do pré-sal vão se beneficiar e lucrar muito antes do que a própria Petrobrás. Além disso, nós temos: construção de hidrelétricas, Copa 2014, Olimpíadas 2016, trem-bala, etc.

- A carteira de pedidos da empresa subiu de R$ 700 milhões em 2006, pra R$ 1 bi em 2007, depois R$ 2,2 bi em 2008, pra R$ 4,5 bi em 2009, e atualmente está em R$ 5 bilhões! Foi um crescimento constante e vertiginoso, o que vai refletir nos lucros da empresa, e consequentemente no preço da ação.

- E pra quem duvida destas grandes valorizações em bolsa que foram totalmente baseadas em fundamentos e no crescimento das empresas, dêem uma olhada nos gráficos de Usimas e da CSN (http://www.fundamentus.com.br/cotacoes.php?papel=USIM5 , http://www.fundamentus.com.br/cotacoes.php?papel=CSNA3). Em 2003, a ação da Usiminas estava na casa dos R$ 2,XX. Subiu vertiginosamente pra bater em R$ 85,00 em 2008 (hoje vale R$ 50,00). Simplesmente uma subida de 3400% em apenas 5 anos. Ou seja, quem colocou R$ 100 mil em USIM5 em 2003, tirou R$ 3,4 milhões em 2008. A CSNA3 valia R$ 1,30 em 2003. Em 2008, bateu em R$ 36,00 (Hoje vale R$ 30,00)! Valorização da ação de 2700% em 5 anos. Então não vejo qualquer exagero em uma projeção de valorização de INEP4 de 1200%! Isto vai acontecer!

Bem pessoal, peço desculpas pelo longo texto, mas é que me sobram motivos pra estar 100% em INEP4! Nestes momentos de baixa, não percam o foco! Lembrem de todos os motivos que fizeram vcs comprarem INEP4 e esperem o tempo necessário pra atingir o objetivo de vcs. Em vez de reclamar da não valorização do papel, encarem isso como uma oportunidade extra pra comprar mais INEPs a este preço e assim aumentar a multiplicação do dinheiro aplicado. Façam a única coisa inteligente que vcs podem fazer neste momento: COMPREM MAIS INEP4! Abraços!